quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Último


Acabei de reler meu post que escrevi nessa mesma data no ano passado. Bem inspirador.


Questionei sobre o poder que o tal Ano Novo tem sobre as pessoas e sobre mim. E ao longo do ano pude perceber que em partes fiz aquilo que tinha cogitado no texto.

Comemorei a vida o ano inteiro que passou. Amigos novos chegaram, alguns conhecidos se afastaram, viagens aconteceram, questionamentos tiveram fim e outro apenas começaram a me cutucar apenas para que eu lembrasse que a vida não pára.

Se a parte pessoal e profissional sofreu alguns contratempos, a parte amorosa e familiar teve um ano mais tranquilo e decisivo.

Amanhã já será o ano de 2010. Não dá para esperar mais. Minhas divagações terão que deixar de ser somente pensamentos e encarar a vida lá fora. Assim, somente assim, que fará sentido a palavra Ano Novo.

Desejo realmente á todos que acompanham meu blog, minha coluna no site Dolado e me seguem pelo Twitter que possamos começar mesmo esse novo ano com idéias inspiradoras e atitudes idem.

Pensar mais em cidadania para podermos ver nosso próximo como alguém que divide espaço conosco nesse mundo e merece estar aqui. Menos intolerância e mais compreensão.

A luta LGBT esse ano que passou me ajudou um muito a ter mais poder de decisão sobre minha vida. Se não me filiei a nenhuma organização foi porque percebi que posso fazer minha parte por aqui também. Sendo um cidadão honesto e conhecedor de meus direito, posso circular onde eu quiser com um namorado do meu lado sem receio de ser recriminado. Ser cidadão faz parte de nossa vida. Não dá para deixar que outros decidam por nós.

Vamos em frente, sempre. Um ótimo Ano que se inicia para todos nós.

Como diz a frase que dá titulo à uma peça em cartaz aqui em Sampa " Quem não sabe quem é, onde está e o que quer, precisa se mexer!"

Façamos isso meus caros leitores. Saibamos quem somos, onde estamos e o que queremos.

Um ótimo desejo para esse ano e todos os outros, não??

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Curta Metragem "" de Felipe Sholl mostra dois meninos de vinte e poucos anos que exploram sua sexualidade em um banheiro público.
O curta traz no elenco Fernando São Thiago e João Ferreira.
Entre os prêmios conquistados pelo curta estão:

Prêmio Teddy de Melhor Curta Gay no Festival de Berlim 2008
Coelho de Prata de Melhor Curta no Festival Mix Brasil 2007
Prêmio Especial no Goiânia Mostra Curtas 2007

Clique e descubra-se também!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Falta meio e fim em "Do Começo ao Fim"


Estou sendo muito, muito sincero quando digo que fui uma das pessoas mais ansiosas para a estréia desse filme. Meses atrás até coloquei um post aqui sobre ele, assim que começaram a aparecer vídeos no youtube com cenas dos irmãos/amantes.
Muita polêmica depois e inúmeros adiamentos o filme finalmente chegou aos cinemas num circuito maior até do que eu esperava. Fiquei feliz com isso.

Em uma quinta feira na primeira semana de dezembro fui com o Gilmar assistir lá no Espaço Unibanco Augusta o tão comentado e criticado "Do Começo ao Fim" do diretor Aluizio Abranches (Um Copo de Cólera).

Posso dizer com toda a certeza que o motivo que amei determinadas cenas tem um nome: Julia Lemmertz. Mas como ela só está na primeira parte do filme, foi mais difícil gostar do restante.

A estória dos irmãos por parte de mãe, Francisco e Tomás (Lucas Cotrim/João Gabriel Vasconcellos e Gabriel Kauffman/Rafael Cardoso respectivamente criança/adulto) que se descobrem apaixonados um pelo outro quando pequenos e se tornam amantes quando adultos já chegou causando polêmica na Internet por conta do tema incesto ainda ser um tabu.

Até aí o diretor tocar num tema tão espinhoso seria de se esperar um filme denso e difícil. Mas como ele mesmo disse em algumas entrevistas, queria apenas falar de uma estória de amor entre dois homens. Tá, então qual a necessidade deles serem irmãos?

Sim porque no filme, tirando a personagem da mãe (Julia Lemmertz) que protagoniza as melhores cenas do longa, parece que ninguém mais se importa com o fato deles serem irmãos e namorados. Falando sobre a maravilhosa Júlia, repare na cena do hospital quando ela olha através do vidro e vê os dois filhos brincando, trocando carinhos e com um único olhar ela transmite todas as emoções possíveis com um único olhar! Magnífico trabalho de uma grande atriz.

A segunda parte quando eles são adultos e moram juntos como namorados fica muito complicada de acreditar. Todos ao redor acham normal eles serem irmãos e namorados, inclusive o pai (Fábio Assunção) que chega ao ponto de dar conselhos quando os dois estão em crise de casal. O drama do filme na verdade, é focado no fato de Tomás (Rafael Cardoso) ter que ir para outro país durante um tempo para se preparar e participar de um campeonato olímpico de natação e deixar o irmão Francisco (João Gabriel Vasconcellos, dono de um dos olhares mais carinhosos que já vi) sozinho aqui no Brasil. É isso.

Todo o peso do filme está nessa separação que seria bonitinha em qualquer estória de namorados que não tivessem o agravante de serem irmãos obviamente.

Juro que tentei gostar do filme num todo, mas não deu. Tirando as cenas com a mãe e claro, as cenas de pegação e nudez dos irmãos (deliciosos por sinal), nada mais restou. Valeu pela ousadia, quem sabe da próxima vez um roteiro mais consistente ajude.

Como disse um crítico o longa tem um ótimo começo,mas faltou meio e fim na estória de amor desses irmãos. Uma pena.

Se quiserem ver algo bem mais sincero, assista "Starcrossed" do diretor James Burkhammer um curta metragem que conta a mesma estória sobre o amor de dois irmãos mas de forma muito, muito mais densa em apenas 15 minutos.

Clique abaixo e assista !


Starcrossed Parte 1




Starcrossed Parte 2



sábado, 26 de dezembro de 2009

Tudo junto, tudo misturado!


Uma das coisas que guardo desde a adolescência é a maneira como percebo e valorizo as boas companhias. A própria idéia de amizade é um afago no meu pensamento.

Lembro que vários momentos em que me vi na solidão de minhas escolhas, a idéia de ter amigos me confortou e me conforta até hoje.

Acredito que não temos um escudo protetor que nos livre de pessoas pilantras ou de mau caráter, mas mesmo essas parecem surgir para nos ensinar a não sermos tão bonzinhos assim e ficarmos mais atentos. Entre tantas oportunidades de conhecermos as pessoas surgem aquelas que nos acompanharão por um longo tempo e nos darão uma satisfação enorme por termos confiado nelas naquele momento.

De uma maneira ou de outra, estamos todos interligados, caminhando, vivendo em busca de alguns ideias em comum : paz, felicidade, bons momentos e conquistas pessoais. Descobrir o que é a felicidade para si tem sido um grande desafio para todos nós.

Nesse ano que está para se encerrar eu conheci pessoas muito bacanas, algumas pessoalmente e outras virtualmente e de todas as formas trouxeram boas surpresas, bons abraços, boas risadas e horas de bate papo apenas para passar o tempo.

Ontem mesmo estava falando com um dos conhecidos virtuais e ele expressou um desejo que percebi como sendo comum para mim também. Poder conhecer pessoalmente aqueles com descubro mais afinidades ao conversar através do MSN ou Twitter.

Mas como muitos são de outros estados isso fica um pouco mais complicado, mas não impossível.

Os amigos que carrego aqui no coração ao longo dos anos e que me conhecem muito bem (e estão inclusos aí meus irmãos) sempre me ensinaram a ver com outros olhos coisas que eu já julgava ter todo o entendimento. São pessoas que me fecham os olhos e me suspiram ao coração. Pessoas que me fazem companhia e que me refresca como uma brisa em dias quentes. Pessoas que me sorriem com a pureza de uma criança, me massageiam o corpo e a alma, me recebem e abrigam.

Aproveitando esse clima de confraternização que o Natal traz deixo aqui meu registro de gratidão por estar vivo e ter pessoas excelentes que se preocupam comigo e me apoiam mesmo nos meus desejos mais loucos. Que possuem uma paciência enorme para me aturar em momentos de euforia extrema e outros de poucas palavras.

Reconheço o bem que as pessoas me fazem. E sempre desejo fazer o mesmo por elas.
(Baseado no texto "Amizade Genuína" de Flávio Kubagawa)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Porque me tornei Bruta Flor....


Eu já havia comprado ingressos para essa peça antes, mas como fiquei "acamado" por conta de uma virose,acabei perdendo o espetáculo.

Uma semana depois voltei ao Sesc com o Gilmar e comprei novamente com a certeza de que já estaria me sentindo melhor e de fato isso aconteceu.

Numa quinta feira meio chuvosa me dirigi ao Sesc Consolação e fui desfrutar de uns momentos de reflexão. Eu havia marcado essa peça também pra reecontrar um carinha que conheci na semana anterior mas não tinha tanta certeza que ele apareceria. E como a razão sempre vence não fiquei surpreso de assistir a peça sozinho como já havia planejado desde a primeira tentativa de vê-la.

Em "De Como Fiquei Bruta Flor/ Espasmos de um Coração Desvairado", a autora Cláudia Schapira constrói dez histórias sobre separação e abandono a partir de dez cenas feitas pelas atrizes Lucienne Guedes e Mariana Senne. Para cada momento, uma atriz lê e dirige a outra na travessia de cada sentimento: loucura, medo da solidão, vazio, perda, morte e renascimento.Cada cena provoca diferentes reações e ações dramáticas que irrompem em dança, canto, choro, prazer, horror e recomeço. Para cooperar com as ações, o cenário funciona como um tabuleiro amoroso, permitindo que as cenas sejam demarcadas por uma planta no chão. Seguindo as regras do jogo, as atrizes-jogadoras criam o enredo final para a história.

As atrizes ainda nos deram a chance de participar de maneira mais efetiva da peça, entregando envolopes de cartas com um papel e um pedaço de lápis, onde deveríamos anotar tudo que quiséssemos ,as impressões do que víamos, o que sentíssemos e qualquer outra coisa, uma palavra, um nome e assim por diante.

Eu aproveitei para expressar um pouco do que sentia naquela noite e assim pegar idéias para escrever esse texto.

Frases como : " Perder de si mesmo...", "Agora que você me deu espaço na tua vida, mudo tudo de lugar mesmo!" e " Quero que você seja muito infeliz no seu próximo relacionamento!" forma algumas que anotei e percebi como um relacionamento tem seu começo,meio e fim. A peça retrata bem os sentimentos e falas sobre o martírio do fim e a busca de um recomeço sozinho mesmo. Renascido como uma bruta flor. Mais sábio,mesmo que ainda ingênuo. Mais forte, mesmo que ainda ferido. Lembrei de um relacionamento meio confuso que tive uns anos atrás (o último,aliás), depois desse preferi me refazer antes de entrar em outra aventura emocional como essa. E hoje após alguns anos já me sinto refeito.
Agora é seguir o que disse o querido Carlos Drummond de Andrade "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional..."
Cheguei em casa animadíssimo com a experiência e debati com o Gilmar por horas tudo que vi e ouvi. A cultura realmente é um santo remédio. Nem me lembrei que ainda tava meio ruizinho por conta da virose....

"2012" - Uma noite divertida com minha irmã


Com a ida do meu sobrinho para o Rio de Janeiro com minha mãe, finalmente minha irmã conseguiu um tempo para fazer programas que não envolvessem filmes infantis e playlands...

Nós sempre tivemos uma boa proximidade e muitas afinidades também. Aproveitamos a primeira semana dela e fomos ao cinema, somente eu e ela,como há tempos não fazíamos.

Optamos por assistir "2012" porque sei que ela gostaria de ver um filme desses blockbusters. E eu estava curioso para ver os efeitos tão comentados. E como já imaginava, era somente isso que o filme tinha a oferecer. Excelentes efeitos que ficam melhores ainda no cinema.E só.

De acordo com uma profecia Maia, o dia 21 de dezembro de 2012 marcará um raro alinhamento cósmico que resultará na destruição do planeta. O diretor Roland Emmerich conta com o que há de mais avançado e convincente em termos de efeitos especiais para levar a cabo a profecia dos Maias. Mas assim com nos seus filmes anteriores Independence Day, Godzilla e O Dia depois de Amanhã tudo é muito, muito raso. Inacreditável como filmes assim abusam da paciência do espectador (pelo menos da minha abusou muito) com piadas ditas pelos personagens em momentos como a destruição de cidades e milhões de pessoas sendo tragadas pela terra. o clichê do "herói" da vez vem na pele de Jackson Curtis (John Cusack), autor de um livro que não encontrou muito sucesso e, atualmente, trabalha como motorista de limusine. Com sua ex-mulher, Kate (Amanda Peet), tem dois filhos, Noah (Liam James) e Lily (Morgan Lilly). O fim do mundo ocorre justamente quando o escritor sai para acampar com os filhos no parque nacional Yellowstone, um dos focos de eclosão dos desastres naturais, levando Curtis e sua família a ter seus caminhos cruzados com os cientistas norte-americanos.

E a partir daí dá pra ficar sempre esperando pelas cenas bem realizadas de destruição de lugares conhecidos mundialmente e aguentar os longuíssimos minutos de blá blá blá entre personagens que não fazem a menor diferença se irão viver ou não. Sem falar nas cenas favoritas dos americanos onde os oficiais se abraçam e fazem uma confraternização patética sempre que algo dá certo e com aquela irritante música de triunfo ao fundo.

Mas para dizer algo bom, uma das poucas mensagens que captei, na verdade acho que a única,foi sobre não perder a chance de dizer a quem amamos sempre que pudermos. O pai tentando ligar para o filho com quem não falava há anos só porque esse último se casou com uma japonesa, e ele rudemente havia cortado laços foi a única cena que fez algum sentido para mim. Coisa de 3 minutos. Pena que ainda restaram 150 minutos para nada. Fique com o trailler...já diz muito!

Ah! teve outra coisa, essa excelente. Pelo menos minha irmã foi comigo e tivemos uma noite muito agradável com direito a café após o cinema e tudo mais. Isso sim valeu a pena!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Poucas palavras...


Quando me sinto perdido é que tenho conseguido as melhores chances de refazer alguns caminhos. Parece estranho né?

Mas faz um sentido enorme para mim dizer isso. Em meses de confusão e de acontecimentos atropelados, nada melhor do que parar, olhar ao redor, sentar, rir, chorar, se esforçar e seguir em frente.

Uma coisa posso constatar com facilidade. Tenho amadurecido através de algumas atitudes e percepções mais firmes.

Gosto de observar as pessoas ao meu redor e tirar lições de vida aqui e ali.

Falar , para algumas pessoas hoje, virou sinônimo de teclar e trocar emoticons. Confesso que isso muitas vezes me preocupa e fico me observando para detectar se estou mais lá do que cá. Quero dizer, mais lá no mundo virtual do que no real.

Tenho conversado com algumas pessoas e vez ou outra escuto estórias estranhas sobre relacionamentos arrebatadores, brigas homéricas e reconciliações sobre pessoas que nunca se viram.

Enquanto isso do lado de cá tenho acompanhado alguns relacionamentos bacanas e outros nem tanto.

Ainda aposto na conversa e na franqueza como saída para a melhoria de qualquer relacionamento. Seja ele amoroso ou apenas social. Sentar para tomar um café que seja....

Eu tenho experimentado isso ultimamente. Tenho procurado ser o mais sincero e direto que posso. Me cansa ter que ficar advinhando ou supondo o que a outra pessoa quer dizer.

Sendo direto pelo menos, garanto a minha parte numa relação. E assim, nesses dias tão confusos, vou aprendendo que vale a pena se envolver. Afinal estamos vivos não é?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Escuta, Zé Mané!


Mesmo após quase 3 dias com uma infecção que insistiu em me atormentar, na sexta feira já estava me sentindo um pouco melhor e consegui ir com o Gilmar assistir a peça "Escuta, Zé Mané!" lá no Sesc Paulista. Já tinha perdido os ingressos da peça "Bruta Flor" que veria na quinta mas não consegui.

Foi uma noite agradável e tava precisando mesmo de ver algo interessante e que me fizesse sentir parte da cidade novamente...

Na peça, o ator Paulo César Peréio vive um sujeito atormentado pelos seus ''eus''.

O texto, inspirado em "Listen, Little Man!", do psiquiatra austríaco Wilhelm Reich (famoso por ideias libertárias em relação ao sexo, a sentimentos e à política), foi adaptado e transfigurado pelo próprio Peréio. "O que eu quis foi popularizar o Reich. Trazê-lo para perto das pessoas e de questões cotidianas. Também quis mostrar seu lado mais político, que é o que pouca gente conhece, não é?"

O ponto de partida do espetáculo é uma simples palestra, ministrada por um híbrido Peréio/Reich. A partir de determinado ponto, Peréio/ Reich começa a ser assombrado pelos seus outros "eus": o masculino, interpretado por João Velho (filho de Peréio), e o feminino, papel assumido pela atriz Neca Zarvos. Assim, Peréio/Reich constrói pontes entre o psiquiatra, o ator e a história brasileira dos últimos 50 anos.

Os atores João Velho e Neca Zarvos fazem um interessante trio com o grande Peréio. São papéis interessantes e muito sinceros.

A quantidade de idéias, fatos, conceitos e assuntos debatidos no decorrer do espetáculo é incrível. Como comentei depois com o Gilmar, essa peça é uma daquelas que você vai assistindo, ouvindo o que os atores/personagens dizem e vai assimilando de imediato algumas idéias na sua vida. Tudo muito rápido e de forma agradável. Mesmo com temas tão difíceis para serem tratados, a leveza de algumas cenas e o bom humor injetado em algumas falas, tornou tudo mais digerível e de fácil assimilação.

Difícil é esquecer de algumas falas que praticamente colocam o dedo no nosso nariz e dizem : "Escuta aqui,seu Zé Mané.." e por aí destilam vários traumas, preconceitos, dogmas e mesquinharias que carregamos ao longo da vida. Seja por qualquer razão, cultura, ensinamento e crença não vale a pena reproduzirmos atitudes que condenamos em outras pessoas e acabamos repetindo em maior ou menor grau. Se puder vá assistir...Uma boa experiência!


domingo, 29 de novembro de 2009

Irina Palm - Quase um mês depois....


Eu desaprendi a escrever no meu prórprio blog....como isso é possível? Será que alguém consegue explicar tal feito? Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, preocupações, mudanças repentinas de planos, tudo isso e mais algumas coisas devem ter contribuido para meu abandono.

Mas eis que em um sábado como esse em que minha saúde ficou um pouco comprometida, obrigando-me a ficar em casa, estou aqui tirando uma disposição sabe-se de onde para continuar aquio que comecei a mais de um ano...Manter meus registros em ordem, contar meu cotidiano, exorcizar meus fantasmas, dar meus gritos, exalar meu perfume, opinar, reclamar e por fim admirar a vida que pulsa aqui dentro de mim.
Vou recuperar um pouco de onde parei. Como já tinha começado esse assunto, melhor dar continuidade né?
Esse foi um dos filmes que vi recentemente e que me deu fortes impressões sobre como o falso moralismo e a hipocrisia causam problemas seríssimos.

Em Irina Palm acompanhamos a inacreditável estória de Maggie (Marianne Faithfull), uma mulher de cerca de 50 anos que precisa conseguir dinheiro para o tratamento de seu neto Ollie (Corey Burke), que possui uma rara doença. Maggie, depois de vender sua casa, procura trabalho desesperadamente e acaba aceitando trabalhar em um sex club do subúrbio londrino. Seu mais novo trabalho é a mais incomum das atividades (pelo menos para mim), ficar masturbando homens através de um "buraco" na parede. Em poucos tempo seu trabalho "manual" conquista vários clientes e ela se transforma na principal atração do local e trabalha cada dia mais. Nesse meio, Irina Palm, nome artístico recebido por Maggie, conhece Mikky (Miki Manojlovic), dono do Sexy World; aos poucos, ele se transforma numa estranha surpresa na vida da protagonista.
Por mais chocante que pareça a premissa da trama, digo-lhes que foi um dos filmes mais sensíveis que assisti nos últimos meses. Valores familiares, amizades verdadeiras, moralismo e amor pelo próximo são assuntos mais do que discutidos ao longo do filme e no final fica aquela sensação de querer que o mundo realmente seja mais tolerante e que as pessoas prestem mais atenção aos seus sentimentos. E isso não é pouco...


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Lemon Tree - Nunca é tarde para (re)descobrir o prazer de viver.


Eu sou daqueles fãs confessos de filmes que fazem refletir. Amo demais.

Nessa madrugada pude assistir a dois exemplares desse gênero. Depois de um dia de sentimentos bons como esperança e tranquilidade, passamos na locadora e pegamos alguns filmes para relaxar a mente.

Gostaria de comentar aqui sobre "Lemon Tree" .Vimos antes desses dois "A Era do Gelo " mas acho que não há muito o que dizer além do que já disseram por aí. Adoro o trabalho do diretor Carlos Saldanha e isso diz tudo.

No delicado "Lemon Tree" o diretor Eran Riklin nos apresenta uma estória incrivelmente baseada num caso real. O filme acompanha a trajetória de Salma Zidane (Hiam Abbas), uma mulher solitária, de meia idade, que sobrevive na região da Cisjordânia fazendo compotas dos limões colhidos diretamente de seu belo pomar. Até que um dia muda-se para a casa ao lado Israel Navon (Doron Tavory), ninguém menos que o Ministro da Defesa de Israel. Obviamente, junto com ele mudam-se também câmeras de segurança, cercas de arame farpado, guardas, guaritas e uma estranha exigência: os limoeiros da vizinha Salma devem ser eliminados, já que eles poderiam servir de esconderijo para algum terrorista disposto a cometer um atentado contra Israel. O homem e o país. Forte, Salma não aceita a exigência e dá início a uma batalha judicial pelo direito de plantar limões em seu próprio quintal.

Fiquei fascinado pelo filme. A delicadeza das cenas e a maneira como a forte Salma Zidane se descobre e se permite ir além do que se espera de uma mulher palestina é mais do que apenas uma briga sobre limões e limoeiros. A medida que a trama ganha força, fica nítido que as mudanças causadas pela briga judicial irá colocar outra mulher de deparando com sua infelicidade, a esposa de Ministro da Defesa, Mira (Rona Lipaz-Michael). Emocionante.
Curiosidade: O diretor foi morou no Brasil durante a adolescência e as citações sobre a paix~~ao pelo futebol está presente em algumas cenas. E a música do início do filme é uma versão de "Meu Limão, Meu Limoeiro" que conhecemos bem!

Em outro contexto completamente diferente, mas igualmente brilhante e inacreditável, a estória de "Irina Palm" que comentarei no próximo post!


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Estar DOLADO de quem acredita...


Uns meses atrás quando tive o primeiro contato com o Marcello através de uma rede social disponibilizada na Internet, eu pensei que se tratava apenas de mais um amigo virtual que tinha achado algo bacana no meu jeito de escrever e me expressar.

Com o passar do tempo e das conversas (e-mails trocados e telefonemas) descobri que esse rapaz tinha muito mais a dizer do que eu imaginava.

A idealização do site criado por ele e seu pulso firme em defender ótimos ideais me conquistou.

Quando veio o convite para ser colaborador em uma coluna criada para que eu pudesse exercitar meu lado "escritor" de ser, quase não acreditei tamanha a surpresa e satisfação que isso causou.

Hoje após esses 5 meses de site no ar e 4 como colaborador do site Dolado posso dizer que continuo acreditando nas idéias desse moço. Aliás, tê-lo conhecido pessoalmente foi uma ocasião muito especial. Ele sabe disso.

Mesmo com todas as críticas, infundadas na minha opinião, o direcionamento das matérias e colunas continua lá, firme e forte.

Nao entendo até hoje porque as pessoas defendem a idéia de que sites direcionados ao público LGBT precisam de apelo erótico. Juro que não entendo.

Parece que qualquer conteúdo de interesse à comunidade gay , impreterivelmente há de se ter um apelo sexual. Qualquer tipo serve.

O Dolado está aí, com a proposta excelente de que você pode acessá-lo em qualquer lugar, seja no seu trabalho ou em casa sem sentir-se constrangido com imagens de homens nus pulando na tela a cada clicada. Entendo que cada um tenha seu gosto. Então aceite o que gosta e direcione suas críticas para outros lados de sua vida.

Não preciso de rótulos, nunca precisei e assim pretendo seguir minha vida. E agora, encontrei outros gays que pensam a mesma coisa. Agora responda: Dá para não ficar "do lado" de quem pensa e acredita no que faz? Acho que não...

Acesse o site e confira a matéria dos cinco meses do DOLADO no ar ! (http://www.dolado.com.br/)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Salve Geral!


Voltando à ativa em minhas incursões pelo cinema, acabei de chegar de uma sessão do filme "Salve Geral" de Sérgio Rezende.
Quem morava em São Paulo em 2006 lembra muito bem sobre o caos que se tornou a cidade de São Paulo naquela fatídica segunda feira pós-Dia das Mães.
Eu me recordo que tinha sido recém admitido numa rede de hotéis onde trabalhei como auditor durante dois anos, ali na região do Parque do Ibirapuera.
Naquela tarde quando sai do trabalhotudo estava parado na cidade,não se viam ônibus, celulares não funcionavam devido ao congestionamento nas linhas. Dava medo mesmo de andar pela rua.
Subi até a Av.Paulista a pé e um clima péssimo reinava nas ruas da capiltal. Lembro que peguei o primeiro ônibus que passou e fiquei provavelmente 3 horas dentro dele até chegar em casa,um trajeto que não levava mais do que 40 minuto em dias normais.
Mas com a cidade daquele jeito, era melhor ficar dentro dos ônibus do que vagando pelas ruas.
Não tinha como esquecer aquela data.
O filme Salve Geral traz uma versão do que aconteceu naquele fim de semana através da estória da professora de piano Lúcia (Andréa Beltrão), uma mulher simples de classe média, que passa por dificuldades financeiras e tem uma missão: tirar o filho adolescente Rafael (Lee Thalor) da cadeia. Enquanto isso, a crise entre prisioneiros e o sistema carcerário se agrava, e o Comando Vermelho envia seu código: Salve Geral. E São Paulo virou um inferno.
Achei o filme interessante principalmente porque estava pela cidade naqueles dias em que os fatos ocorreram. Uma sensação meio incômoda ficou comigo durante a exibição do longa.
Não só pelo tema, mas sobretudo pela dificuldade que senti em ser solidário com o sofrimento das personagens de Andréa Beltrão e do jovem Lee Thalor. Excelentes atores, sem dúvida, mas os caminhos escolhidos pela professora de piano e seu filho para a solução de seus problemas, me causaram certa estranheza. Provavelmente por nunca ter passado por situação semelhante,não sei como reagiria em tais circunstâncias.
Vale a pena assitir e levar consigo essa polêmica para refletir e debater entre amigos.



terça-feira, 20 de outubro de 2009

Se você é o cara que flertava comigo...

Esse curta dirigido por Thiago Alcântara foi ganhador do Prêmio Porta Curtas no Festival Mix Brasil 2005 . E o slogan é ótimo..."Se você é o cara que flertava comigo, veja esse filme!"
Bom curta metragem pra vocês!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Saber Viver - Meu Blog completa um ano...


A idéia quando comecei a escrever aqui era clara e simples. Um diário onde eu poderia registrar todas as coisas que consideraria importantes no meu cotidiano.

No começo fiquei meio perdido, alguns textos depois já estava me viciando e quando percebi escrever tornou-se um hábito.
Começaram a aparecer seguidores, conheci outro blogueiros,fiz amizade com alguns, admirei o estilo de outros, descobri uma infinidade de pessoas que assim como eu gostam de de expressar por palavras.

Aos poucos inseri vídeos, links e aproveitei o espaço para falar de outro assunto que amo desde a adolescência: Cinema.
Exercitei meu lado crítico, colocando minha opinião nos filmes que vi no último ano. também fiz o mesmo com as peças de teatro e shows que assisti.

Realmente o cotidiano pareceu bem mais interessante quando comecei a dividi-lo com as pessoas. E hoje meu querido Blog Pereirices completou um ano de vida!

A parte social e a luta pela causa LGBT tomou forma e veio acrescentar mais veracidade no meu tão animado cotidiano. Aqui me apresento e represento quem sou. E defendo o que tenho de mais precioso ,a minha própria vida e minha maneira de ver o mundo.

Hoje posso dizer que o Pereirices ainda continua sendo meu diário, meu cotidiano e mais ainda, um espaço onde terei sempre o prazer de falar sobre tudo que me interessa.

E quem me segue e gosta do meu jeito de escrever, deixo aqui o meu muito obrigado!

Se o dia a dia tem sido implacável comigo a ponto de ficar dias sem postar, saibam que ese período está sendo extremamente produtivo para mim.

Uma poesia da incrível Cora Coralina que usei para dar nome à esse post:

Saber Viver

"Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar..."

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Por acaso, você mudou?


Lembre-se de algo muito importante:

O que é PRECONCEITO?

Como o próprio nome já diz, é uma ideía preconcebida sobre uma pessoa ou grupo de pessoas.

Geralmente, o PRECONCEITO é adquirido, mesmo que inconscientemente, pela convivência com pessoas preconceituosas.

NINGUÉM NASCE PRECONCEITUOSO!

O que é DISCRIMINAÇÃO?
É o ato de separar, isolar ou diferenciar uma pessoa ou um grupo de pessoas pelo seu GÊNERO, COR, ORIGEM, ORIENTAÇÂO SEXUAL ou qualquer outra forma de julgamento que a(s) PREJUDIQUE, pelo simples fato de achar que todos devem viver de acordo com a SUA forma de pensar. Quem discrimina não está agindo corretamente,porque em geral não vive da forma comno tenta fazer com que as pessoas acreditem,ou seja, não é porque alguém pensa de uma maneira que vá praticar o que pensa.

Qualquer forma de discriminação e preconceito é um desrespeito aos direitos humanos.

Inclusive aos seus...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Não é fácil ser inteiro.


Todo mundo sempre sabe o que é melhor para você. Todo mundo. Menos você, claro.
E esse tipo de modo de vida não é previlégio dos dias de hoje. Se você parar e pensar um pouco mais irá perceber que desde muito jovem esse desenho já estava sendo formado.
Começou quando tive que trabalhar na idade que hoje todos somente estudam. Depois veio a parte dos amigos, quais seriam as melhores companhias e quais os que poderiam influenciar "sobre os males do mundo".
Como no período da adolescência o fato de ser gay já era iminente dá para imaginar o tamanho do nó que isso causa na cabeça de um jovem.
Mas com isso, e há de se agradecer por ser gay, vieram também todas as diferenças na maneira de pensar e agir, nos lugares onde frequentar e o que se ler e por aí vai.
Como acabei constatando anos mais tarde, o refinamento cultural e artístico é algo mais notado na comunidade gay mesmo. Em uma palestra que ouvi semana passada na ABRAT GLS ( Associação Brasileira de Turismo para Gays) foi dito claramente que muitos gays por serem sempre discriminados, usam isso inteiramente a seu favor se tornando os melhores em seus campos de atuação e em sua vida social. Daí vem essa tão comentada característica.
E assim a vida vai caminhando e aprendemos que temos que representar diversos papéis.
No trabalho, em casa, com os amigos e com as supostas namoradas. Várias pessoas dentro de uma só. Não me pergunte em nome de quê isso era feito. Não tenho respostas.
Já na idade adulta e depois de muito lutar contra comigo mesmo, veio o período de calmaria.
A maturidade é a mais sábia das conselheiras. Coloca tudo em seu devido lugar, a importância de todas as coisas são redimensionadas e o alívio vem justamente desse ponto.
Saber que a vida profissional, familiar, social e amorosa andam em conjunto. E aonde estiver faltando algo ou simplesmente fora do lugar, é possível chegar e dar o devido valor para aquela situação.
Se há algo de mais valioso em tudo isso que passamos ao longo da vida, digo com sinceridade que a aceitação das escolhas que fizemos é a melhor delas. Aceitar quem eu sou. Ser quem eu sou.
Se os outros "aceitam" ou não, isso já não é uma questão a ser resolvida por mim. As minhas já estão em minhas mãos. Ser gay não é fácil, mas fingir que não é dá muito mais trabalho e causa um sofrimento desnecessário para si mesmo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Queridos amigos


O vínculo que criei com esse blog é algo fascinante . Fico igualmente feliz por meus seguidores continuaram por aí, mesmo eu estando tão afastado desse meu espaço virtual devido a muitos fatores.
De qualquer forma escrevo aqui hoje para avisar que ainda continuo muito atarefado, procurando saídas e estabelecendo uma nova rotina de vida.
E isso tem tomado mais tempo do que eu imaginava...Mas tudo tem seu preço né?
Estou buscando novas oportunidades e refazendo metas, objetivos e trilhando por caminhos novos. Caminhos esses que têm me proporcionado momentos de prazer e satisfação pessoal.
Como um querida amiga disse: Saiba o que quer, quanto vai custar e se você está disposto a pagar.
Sei que entre esses "preços" à serem pagos, está incluso meu tempo para escrever no meu blog.
Portanto meus queridos, aguardem e torçam por mim que em breve voltarei ao meu espaço aqui no Pereirices. Afinal a vida é essa, acontece aqui fora primeiro e depois repasso pra cá!

Segue aqui os vídeos do Festival de Curtas Rio 2009 ! Aproveitem!



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Príncipe Encantado não precisa usar camisinha?


A busca pelo Príncipe Encantado ainda resiste bravamente nos dias atuais. Mesmo que seja pelo Google...
Nesses últimos meses tenho percebido e constatado que mais do que nunca, as pessoas estão alimentando isso com todo cuidado do mundo, para que não desfaleça esse ideal por falta de nutrição.
Se isso estivesse acontecendo estritamente no estilo de vida heterossexual, tudo bem, afinal todo mundo cresce acreditando nisso de alguma forma. Mas me preocupa quando essa atitude permeia o estilo de vida gay.
Não quero aqui criticar quem alimenta o sonho do príncipe, mas apenas expor minha opnião sobre o assunto e como tenho detectado a solidão que isso acarreta.
Homem gosta de sexo, sendo gay ou não. E quando encontra outro homem que também gosta, está tudo claro. Daí é só partir para a prática né? Pelo menos deveria ser assim...
Mas eis que o Principe Encantado ainda está no imaginário, lindo, perfeito, que não mentirá jamais, que amará eternamente o felizardo escolhido por ele e justamente para esse príncipe a pessoa se entregará totalmente. Inclusive esquecendo de usar camisinha...
Já sabe como isso termina, não sabe?
Infelizmente já ouvi relatos e vi de perto pessoas caírem nessa esparrela. E se não estão tristes por terem adquirido HIV estão bem próximas disso.
Sexo é bom. Ter desejo é ótimo. E assumir isso é melhor ainda.
Rótulos de ser ou não promíscuo sempre serão dados à todos. Agora deixar de fazer sexo com quem tem vontade por conta disso é bobagem. Porque justamente para o ser encantado que você espera se entregar de corpo e alma, pode ser o mesmo ser que irá destruir seu castelo tão sonhado.
Esse modelo já é seguido pelos héteros há muito tempo. Quando casam logo não precisam mais usar camisinha porque a confiança no parceiro/parceira parece estar embutida no contrato de casamento. Algo que sabemos que não funciona bem na prática.
Agora a comunidade gay também seguir esse modelo é complicado.
Dizer que está casadinho e por isso não corre risco algum é inocência demais. Criticar quem está solteiro e transando com quem tem vontade me parece despeito.
Respeitar a si e seus parceiros com quem se relaciona é acima de tudo uma demonstração de caráter.
E não deixe de transar por isso. Faça sexo com tem vontade, mas não seja ingênuo o suficiente para achar que todos tomam os cuidados necessários na hora de transar.
O sexo é para todos, o amor também...pensando nisso pratique com segurança e respeito.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Festival Indie 2009


O festival Indie, que previlegia cineastas em começo de carreira, chega à sua terceira edição em SP.
O filipino Brillante Mendoza é o grande nome em ascenção. Ele ganha uma retrospectiva apresentando 07 de seus filmes nesse festival que acontece até o dia 24.
Um dos destaques fica por conta de "Massagista", premiado no Festival de Locarno em 2005, sobre um jovem que atende uma clientela gay em Manila, moralmente dividido entre o trabalho e a origem de família religiosa. Com polêmicas cenas homoeróticas,o filme apresenta uma característica nos filmes seguintes de Mendoza: a representação explícita dos temas tratados.
Serão apresentados também A Professora, Kaleldo, John John, Tirador, Serbis, Kinatay e mais 12 filmes inéditos de jovens diretores.

Indie 2009
Onde: Cinesesc - Rua Augusta, 2075 - Fone: 3087-0500
Entrada Franca
www.indiefestival.com.br

"Massagista" - Amanhã às 24h e quarta às 22h40 - censura 18 anos

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Curtindo os curtas - Sargento Garcia

Voltando a exibir curtas aqui no blog, escolhi "Sargento Garcia" de Tutti Gregianin com Marcos Breda, Antônio Carlos Falcão e Gedson Castro.
Baseado no conto homônimo de Caio Fernando Abreu, narra o encontro de um jovem e um sargento na década de 70.
Bom filme!!!!!!!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

I can see clearly now...


Essa mudança de tempo aqui em São Paulo me pegou de jeito...

Fique mal demais durante toda a semana passada e o finalzinho da anterior. Tosse, cansaço e outros sintomas me levaram a visitar a Santa Casa e verificar se não estava com nada de mais grave. Felizmente não era nada além de mal estar causado pela alteração brusca de temperatura.

No decorrer desses dias muitas atividades ocorreram. Assisti o show do Diogo Poças terça-feira passada no Sesc Pompéia e fiquei encantado. Adorei o repertório desse cantor que está despontando para o grande público nesses últimos anos.

Com o retorno da minha mãe após quase um mês viajando pelo Nordeste, fiz a minha parte e matei as saudades que estava dela ficando duas tardes na casa dela.´

Sábado aproveitamos o pique e montamos nosso escritório aqui em casa no quarto que estava vago desde que o Cleiton conseguiu outro lugar para ficar.

Aliás esse espaço está maravilhoso. Ainda no sábado, dei uma escapada a tarde e fui assistir "Felizes Juntos" com o Marcelo do site Dolado e participamos do debate após o filme mediado pelo Adriano Queiroz que nos convidou. E que debate...O assunto ficou bem centrado em comportamento e dificuldades de um cidadão homossexual, seja masculino ou feminino.
A conversa foi longa mas muito satisfatória. Anseio pelos demais filmes que vem por aí.

Para marcar bem o final de semana voltado a assuntos gays, eu e Gilmar fomos ao encontro do E-Sampa lá no Casarão. Encontros esses que são organizados e frequentado por jovens LGBT para discutirem assuntos relacionados a realidade de jovens hoje e suas dificuldades em aceitar-se e serem aceitos. Foi encantador e acredito que poderemos compartilhar de muitas idéias boas e conversas idem.

Como agora decidi acabar com minhas férias ,já que desde que sai da Editora ainda não tinha conseguido me organizar quanto a horários e tudo mais, tenho agora uma agenda para cumprir.

Afinal assuntos para escrever, contas para pagar e vida pra se viver...é algo que tenho de sobra!

Só para constar a foto acima foi do encontro domingo onde contamos com a presença da Duda, coordenadora do grupo E-Sampa, os jovens participantes e da antropóloga Regina Facchini juntamente com eu e Gilmar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Trezoitão!


No último dia 30, comemorei meus 38 anos de vida...

No meio de todas estas mudanças que têm ocorrido em meu cotidiano,pelo menos um tempo para estar com poucos amigos e relembrar como é bom estar vivó, é necessário.

Recebi inúmeros recados via Internet. Muitos abraços ao vivo.

Como eu já havia decidido não fazer nada muito elaborado, a escolha de irmos ao barzinho do Ricardo foi bem acertada. Alguns amigos, umas cervejas, risadas e um bolo. Pronto.

Divertido e carinhoso. Para não ficar somente nisso, eu e Gilmar fomos ao O Gato para encontrar mais pessoas, dessa vez para dançar e como diz sempre o Gil "respirar um ar gay".

Confesso que fiquei feliz de ter sido tão tranquilo esse meu aniversário.

E aquele pensamento inevitável que sempre vem a minha mente em datas assim, sobre o que estou fazendo, o que quero fazer e o q posso fazer, dessa vez não faltou também.

Meu histórico de vida deixa claro que muito em mim não mudou. Aquela certa inocência da infância, a insegurança da adolescência e a necessidade de atitudes rápidas da vida adulta, estão mais presentes que nunca.

Não sou mais criança para brincar, mas ainda sou para acreditar que quase tudo pode acabar bem.

Não sou mais adolescente, mas posso me surpreender com as descobertas que a vida adulta traz.

E agora adulto, junto tudo que vi e aprendi até hoje para me reinventar a cada dia. Deixando de lado tudo que me ensinaram e que acredito que não sirva para mim. Coloco no lugar disso, meu mundo completo que desenhei na minha mente antes de torná-lo real.

Me sinto livre, de fato. Livre de pressão por parte de familiares e amigos. Livre de pensamentos que sempre me colocaram abaixo de outras pessoas, como se a vida deles tivessem importância e a minha não.

Esses dias ando meio cansado, meu corpo está refletindo todo o stress que passei nas últimas semanas. Decisões difíceis, momentos de solidão, falta de planejamento...É , em algum momento isso seria cobrado. E meu corpo paga por isso.

Estou me cuidando e me esforçando para que tudo sempre vá para frente. Sempre.

Voltar a escrever diariamente está nos meus planos. Não vou deixar de exercitar algo que tem me ajudado a crescer.

Com trinta e oito anos estou aprendendo como ser eu mesmo é a única e eficaz forma de ser feliz.

Um ótimo presente de aniversário, não?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Por onde andei...


Estou assustado. De verdade. Nunca fiquei tanto tempo sem escrever.
E vontade não falta. Mas sabe aquela bagunça mental que parece não ter fim?
Exatamente assim que me vejo. Com a mente a milhão!!!!
Nessas últimas semanas minha vida teve reviravoltas típicas de fim de novela. Com a ressalva de que não foi realmente o final, e sim um recomeço em várias áreas.
Pretendo registrar aqui por partes o que anda acontecendo:

* Família - Meu irmão voltou para o Rio de Janeiro e minha mãe viaja calma e feliz pelo Nordeste. Fomos todos os irmãos juntos levá-la à rodoviária.
Tenho visitado meus irmãos e tentado manter contatos mais frequentes.

* Amigos - Tivemos o previlégio de realizar a festa de aniversário da Camila em nossa casa. Dessa vez foi realmente uma festa árabe com direito a apresentação de danças e tudo mais.
Temos o querido Cleiton morando conosco.
Finalmente conheci o Antônio Marcello ( sim, ele existe mesmo) e o namorado dele Alê.
Sábado passado fomos ao show do Quinteto Branco e Preto com participação da Fabiana Cozza. Estávamos presentes eu, o Eric, a Cau e o Flávio (sim, ele também existe).
O Gilmar esteve alguns doente,mas já está bem melhor.
Recebi o livro do Pablo e estou terminando de ler.

* Trabalho - Saí da Editora onde trabalhei no útimo ano. Não tenho a menor idéia ainda do que pretendo fazer. Um dia de cada vez.
Domingo passado prestei o Concurso Público para a Prefeitura e acredito que me saí bem.

* Atividades - Como disse, fui ao show sábado no Sesc Pompéia, assisti no cinema "Se nada mais der Certo" e "Brüno". Em DVD revi "Vidas em Jogo" com o Eric, "Eu te amo, cara", "Requiém para um sonho", "Nick e Norah,uma noite de amor e música" com o Gil e "Alma Perdida" com a Cláudia.

* Amores - Sosseguei finalmente. O Eric tem sido uma ótima companhia,uma boa surpresa e um porto seguro onde descanso e recebo carinho. Carinho esse retribuído à altura. Um meninão divertido, culto, agradável e lindo. Vou parar de elogiar senão quando ele ler vai se achar o "bom".

Bom meus queridos, estou de volta ao meu blog. Em casa. E doido para escrever todo dia...

sábado, 22 de agosto de 2009

Dar não é fazer amor...


Dar é dar.
Fazer amor é lindo,é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar...
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas,sem esperar ouvir carinhos,sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom,na hora.
Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio. Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido do meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém para querer casar,para apresentar pra mãe,pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha,amor?"
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa,uma chance ao AMOR.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor,ameniza todas as crises e faz você flutuar.
Experimente ser amado...

Luis Fernando Veríssimo

Ótimo fim de semana pra nós!!!!!!!! Estou voltando pro meu BLOG !!!!!!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

"Twittando" por uma causa nobre.


Na quarta feira dia 05, um movimento muito interessante aconteceu no Twitter. A mobilização virtual por Não Homofobia ganhou visibilidade e por algumas horas se tornou o assunto mais comentado na rede.

Todos que partiparam assinaram com o hashtag #naohomofobia e com isso foi possível chegar a uma posição de destaque no Twitter que se mostrou uma ferramenta poderosa para movimentos assim.

Muitos gay, lésbicas e simpatizantes mandaram frases, desabafos e brados de BASTA à homofobia que continua fazendo vítimas por todo o mundo.

O site Dolado http://www.dolado.com.br/ apresentou um balanço da Campanha com dados interessantíssimos. Acesse e acompanhe com mais detalhes essa mobilização virtual.

O mais interessante pelo menos para mim, foi a possibilidade de saber que existem sim, muitas pessoas preocupadas com isso e que estão colocando suas caras no mundo. Acredito que muitos não o fizeram por receio de que algum amigo ou familiar pudesse descobrir o que na verdade, só interessa a própria pessoa, mas enfim...

Eu estabeleci contatos com pessoas ótimas e que acrescentaram informações com frases excelentes:

Antônio Marcello, Carlos Silvano, André Pacheco, Marcelo Pianessola, Marcus Vinicius, Guga Freitas, Jose Jance, Felipe Tostes, Pablo Torrens e outros foram os camaradas dessa empreitada.

Algumas dessas frases:


Se Cristo fosse vivo no dias de hoje, uma coisa ele não seria: um cristão.


Cansado de hipócritas camuflados de conservadores que pregam o ódio ao invés do amor!


Por isso que eu falo, quando o homem hetero usa o outro lado do cérebro, ele vira gay :*


Querer respeito não é previlégio.


Quem diz que queremos privilégios nunca sentiu como é desconfortável viver dentro do armário


Você não precisa olhar pros lados antes de beijar sua namorada em público né?


Quando se é gay, tem-se que amadurecer 100 anos em 10.


Não existe apenas um idioma, uma cor de pele, nem uma única orientação sexual.


Do you think being homofobic is cool? I think being MYSELF is cool..


Sexualidade é que nem família: você não escolhe, nasce com ela.


Pais: Seu filho é o mesmo de ontem e a única coisa que mudou é que agora você sabe que sua atração sexual é por iguais


Essas e muitas outras frases e citações colaboraram para o desabafo que muitos precisavam.

Agora que sabemos que virtualmente funciona, do lado de cá do computador há muito que se fazer dia após dia, em casa, no trabalho, na família, com os amigos e onde quer que estejamos.

Como diz um grande amigo, chegamos a um caminho sem volta...Viva a Diversidade! Não à Homofobia!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fazer o que se gosta...


Como essa semana prometia ser mais agitada mesmo, tomei minhas iniciativas logo no começo dela. Ontem a noite me dei o previlégio de acompanhar a 3º apresentação dos músicos premiados esse ano pelo BDMG Instrumental.

No mês de junho assisti a vibrafonista Daniela Rennó, em julho o jovem flautista Alexandre Andrés e agora a apresentação linda do Vagner Farias.

Natural de Divinópolis, Vagner é autodidata.Estudou com Ian Guest (curso de Harmonia Funcional e Música Modal). É professor de música no Centro de Cultura Musical em Divinópolis. Faz parte do grupo musical Jazz a Zero apresentando clássicos do jazz e da música brasileira. Vem trabalhando ao lado de Angela Evans,Denise Gonzaga,Gê Lara, Jairo de Lara, Anthonio, Marcelo Dinis, Saulo Laranjeira, Túlio Mourão, entre outras.

Belíssima apresentação. Acredito que todos que foram ao Sesc Paulista ontem saíram de lá satisfeitos com o talento e simpatia do jovem músico e de sua banda.

Assim encerrei meu dia voltando feliz pra casa por ter realizado uma das coisas que me dá prazer. Realmente fazer o que se gosta, sozinho ou acompanhado, não tem preço.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Quem precisa de gays em novelas?


Ontem cheguei em casa e liguei a televisão para assistir a novela "Caras & Bocas" da Rede Globo.

Sim, sou noveleiro mesmo. Tem uma situação na novela que tem me causado certo desconforto há algum tempo. Mas estava esperando para ver o desenrolar. E por incrível que pareça a coisa só parece piorar.

Não entendo de verdade onde os autores querem chegar com diálogos como esse que fiz questão de ouvir novamente na íntegra para reproduzir aqui.

Em cena dois personagens André (Ricardo Duque) e Cássio (Marco Pigossi) . O primeiro aparenta ser o amigo compreensivo e o segundo o gay-fashion-ultra moderno que de algumas semanas para cá está tendo relações sexuais com uma mulher madura que o presenteia com todas as roupas de griffe possíveis. Sim, porque gay que é gay AMA roupas de griffe e usa bordões péssimos como "Ai coração" "Choquei!" "Estou rosa-chiclete". Pelo menos na cabeça do autor Walcyr Carrasco. E ainda é amigo da família da mulher cujo marido o trata como inofensivo já que gay pode ser amigo de mulher. Não vai fazer mal algum mesmo...

Cássio : Lembra de Léa? Então, rolou...Só que agora ela quer compromisso.
André : E você quer compromisso com ela também?
C : A gente se entende..mas André..Eu me dei muito melhor do que esperava, antes que achava que era uma impossibidade física, mas não é. Choquei vc?
A : Não eu entendo. E agora você descobriu que QUALQUER homem mesmo sendo GAY, pode ter uma relação com uma mulher.
C : É dela eu gosto, eu amo... Eu acho que amo.Mas é só ela Andre..se eu saio na rua não olho pra outras mulheres. Eu olho pra...você sabe!
A : Sei. Mas me diz o que você sente por essa mulher?
C : Ai , André! É maravilhoso..mas é como ir visitar outra país sabe...tipo a Tailândia.Você vai conhece, se diverte, mas acaba querendo voltar pra casa
A : É ...mas tem gente que muda pra Tailândia.
C : Quer dizer que devo me casar?
A : Não! Tô te dizendo pra não fugir dos seus sentimentos. Existem muitos tipo de preconceitos Cássio...e as vezes a gente tem proconceito com a gente mesmo.A gente acha que NÃO CONSEGUE alguma coisa, mas QUERENDO a gente CONSEGUE.

Então é assim que funciona. Basta um gay querer dormir com uma mulher e voilá, tudo se resolve. Simples assim.

Eu gostaria sinceramente de algum dia ver um gay bem resolvido em alguma novela. Sim, digo novela porque é um produto altamente consumível por aqui e frequentemente tema de estudos sobre comportamento, ações sociais e denúncias.

Sendo um produto de alcance nacional e até internacional, será que custa tratar com respeito a orientação sexual dos outros? Se não sabem como abordar o assunto seria melhor não tocar nele.

Não precisa, seria menos danoso. Dá pra imaginar no Brasil afora mães assistindo esse diálogo e olhando para o filho homossexual no mesmo sofá e dizendo (ou pensando) : "Tá vendo, você só é viado porque quer mesmo!" "Olha aí, seja homem e durma com uma mulher que você verá o que é bom."

E nos últimos anos a quantidade de gays pessimamente retratados nas novelas tem sido algo medonho. Orlandinho (Iran Malfitano) de A Favorita foi outro que mesmo apaixonado pelo gostosão e cafajeste Halley (Cauã Reymond) , foi pra cama com Maria do Céu ( Débora Secco) e pronto, tudo resolvido. Outro infeliz foi o Bernardinho (Thiago Mendonça)de Duas Caras que além de gostar de um cafajeste que o maltratava, ainda transou com a amiga Dália (Leona Cavalli) e ficou vivendo um triângulo com Heraldo (Alexandre Slaviero) que era outro mal resolvido.

Isso só falando de novela das 9 da noite que tem o maior alcance.

Desnecessário. É somente isso que consigo pensar. Não precisávamos mesmo desse tipo de serviço de desinformação em alcance nacional.

Algum dos autores já assitiu Brothers and Sisters? Alguém já viu o grau de respeito com que é tratado o advogado Kevin (Matthew Rhys) , gay assumido que convive com sua família e com um personagem completamente humano com suas qualidades e defeitos?

Difícil demais tratar dessa forma né?

E a novela com uma audiência excelente como está sendo "Caras & Bocas" não precisaria de forma alguma tratar desse assunto. Principalmente dessa forma.

Obrigado Sr. Walcyr Carrasco por colaborar com a desinformação, preconceito e apoio aos que já concordam com a psicóloga que "cura" gays. Muito obrigado.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

E nós que aqui estamos...


Quer esquecer por algumas horas de seus problemas e ver um lado lindo da vida?

Dica simples e que funciona : Saia com alguém que goste muito e tenha muita afinidade.

Assista um show que estava com muita vontade. Tome uma cerveja depois no bar de algum conhecido. Durma na casa de outros amigos. Acorde no outro dia e saia com esses amigos para almoçar num lugar bem descolado. Tome um café delicioso em um ambiente agradável e no meio de tudo isso, fale, dê risadas, troque confindências, chore se quiser, abrace muito, beije, fale sobre seus familiares, seus amigos em comum, suas dores em comum, revele-se...

Acha que isso é impossível ou complicado demais ? Afirmo que não.

Consegui fazer tudo isso no fim de semana que passou e ainda dei uma limpeza geral em casa.

Contando com a companhia de meu irmão no show do Dilei sexta feira, exercitei meu lado tiete com direito a Cd autografado e foto com o vocalista da banda.

Uma ida ao bar de meus amigos sírios Ricardo e Jodat, tomamos uma cerveja e matei a saudades desses meninos.

Atravessamos a rua e subimos pro apartamento da Dri, onde ela e a cau já haviam preparado os cachorros quentes tão prometidos. Após meu irmão ir pra casa, ficamos ainda discutindo assuntos profundos e redescobrindo novas formas de lidar com encanações antigas.

Dormimos muito bem e saímos para passar em casa , pegar o Gil e lá fomos para a Vila Madalena almoçarmos na Mercearia São Pedro e conversar por horas a fio. Um café no Sesc Pinheiros encerrou a tarde e assim tivemos energia para irmos somente eu e Gil para o Santa Sara tarde da noite para prestigiar o aniversário de nosso querido e amado Dj André Turie e claro, levar uma lembrancinha pra ele.

E enfim domingo...

Dormi muito, limpei a casa e ainda recebi a visita do Cleiton, nosso mais lindo terceiro elemento nessa nova jornada. Sim, em breve será o novo morador em nossa casa.

E mesmo o Gil chegando do trabalho cansado ainda conseguimos trocar idéias e energias num fim de semana tão produtivo.

Dá ou não dá para ser otimista, hein?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bem-Vindo


Definitivamente minha quinta feira foi muito, muito boa. Alívio constatar isso depois de uns dias turbulentos.

Aproveitando a boa maré aceitei o convite do Eric e fomos assistir "Bem-vindo" filme de Phillipe Loiret. Um filme triste mas que se assiste com prazer justamente pela sensibilidade dada à estória do jovem iraquiano Balil (Firat Ayverdi ) que deseja atravessar o mar e chegar a Inglaterra encontrar sua amada. Ele conta com a ajuda do professor de natação Simon (Vicent Lindon), um homem desiludido após perder a esposa para outro e que vê no jovem a chance de fazer algo para aliviar sua dor pela separação.

Imigração, solidão, preconceito são temas áridos e você assiste o filme sempre com a esperança que em algum momento o conforto virá.

Mas como nem sempre tudo é lindo na vida, a sensação de ser arrastado para o meio do universo solitário desses dois personagens é nítida e quando percebe, lá está você parado, estatelado assim como eles esperando uma boa nova que não chega.

Belíssimas imagens no meio do oceano são usadas para mostrar o quanto somos pequenos perante muitas coisas, entre elas nossos sonhos.

Gostei da idéia do convite ter partido do Eric que me impressionou com o bom gosto por cinema.

Saímos dali e fomos ao Santa Sara onde pudemos escapar do frio que cai sobre São Paulo esses dias.

Alguns carinhos e beijos depois aliviaram a sensação do frio e podemos assim conversar mais a vontade. Levei-o ao metrô e de lá nos despedimos.

Belo fim de noite para uma quinta feira.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Campanha "Não Homofobia"

Vídeo produzido pela agência de publicidade Giacometti para divulgação da Campanha Não Homofobia, uma iniciativa do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT (RJ). Acesse o site www.naohomofobia.com.br e assine o abaixo-assinado pela criminalização da homofobia (PLC/122/06)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Dias de Campo Belo


Um final de semana extremamente aborrecido. Não lembro de outro final de semana ter sido como esse. Estava numa insatisfação que não conseguia explicar nem para eu mesmo.

Tempo frio, ora nublado, ora chuvoso só serviu para colaborar com a apatia.

Mas eis que domingo a noite meu fim de semana foi salvo!

Fui como o Gilmar assistir a peça "Dias de Campo Belo" na Vila Zélia onde encontramos com o Edison e mais duas amigas dele. Além da própria Vila ser um lugar incrivel que eu ainda não conhecia, a peça foi apresentada num dos casarões antigos que ainda resistem ao tempo dando um clima mais intimista ao espetáculo.

"Dias de Campo Belo" de William Costa Lima que também atua na peça com Vitor Belíssimo é um retrato do mundo masculino.

As amizades de longa data, as conversas, as risadas e a cumplicidade que os homens conseguem manter ao longo dos anos são mostradas de forma fragmentada fazendo com que quem assista interprete quem são aqueles homens e como se desenvolve a estória de cada um.

Pais, irmãos, avôs, amigos e amantes são papéis que desempenhamos todos os dias.

A parte mais nítida de tudo é o amor que não diz a que veio. Uma das relações que mostra dois amigos que ao longo dos anos prometem um ao outro que sempre estarão juntos, que nada mais importa no mundo além das risadas, das brincadeiras e dos momentos intimos que eles compartilham deixa claro a necessidade de que temos que ter coragem para encarar aquele amor de frente. Tenho comigo que muito gays já passaram por isso. Principalmente os que tiveram uma criação mais severa onde a paixão pelos primeiros amigos era sufocada pelo código de conduta masculina onde homem não chora e não pode gostar de outro.

Os banhos de riacho, as bebedeiras onde tudo se torna desculpa para o toque, o pegar, o abraçar e até o beijar tornou mais aflitivo ver o rumo que a estória daqueles dois homens estava tomando.

Ao longo da vida ainda viriam as mulheres e filhos que acabariam por suforcar mais ainda o desejo cada vez mais forte, mas que sucumbia a falta de coragem e auto-sabotagem.

Saí do espetáculo com uma certa melancolia justamente por me conhecer em vários momentos e lamentar por muitas coisas terem acontecido daquela maneira. A mesma falta de coragem que identifiquei nos personagens representados pelo William Costa Lima e Vitor Belissimo, foi a mesma que me acompanhou durante toda minha adolescencia e boa parte da vida adulta.

Como eles disseram várias vezes a respeito do Baile da Saudade, ele tem motivos para se chamar assim, pois invariavelmente se tornará motivo para se ter saudades.

E muito momentos hoje serão motivos de saudades um dia. Por isso temos que torná-los bons sempre, porque saudade só é boa quando nos remete à bons momentos. Como naqueles dias em Campo Belo...


Espetáculo: Dias de Campo Belo

Texto e Direção: William Costa Lima

Elenco: Vitor Bellissimo e William Costa Lima

Temporada: De 11 de julho a 02 de agosto

Dias/horário: Sábados às 20h e domingos às 19h


Capacidade: 50 lugares.

Aceita somente dinheiro e cheque.

Acesso universal.

Valor do Ingresso: R$ 20,00(inteira) / R$ 10,00(meia)

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 60 min

Mais informações: (11) 8634-2385

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fuck you - Mensagem anti-homofóbica

Este video é uma contribuição de brasileiros para transmitir, com descontração e entretenimento, uma mensagem anti-homofóbica. É também uma resposta a outros similares estrangeiros e brasileiros. A edição foi realizada por Astronauta, aka Bruno Marques ;)
A animação "Piano bar" foi feita exclusivamente para o video e cedida gentilmente por Alessandro Corrêa

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Assuntos mais agradáveis!


Pela primeira vez percebi que cometi um erro aqui no blog. De defender alguma causa utilizando situações onde pessoas "famosas" estão envolvidas. Também esqueci de filtrar comentários que acabam chegando cheio de fúria de fãs confessos.

Achei por bem excluir o post, pois não criei meu blog para servir de palco de discussões e debates. Aliás se lembro bem comecei a escrever como um tipo de terapia particular, para me expressar e falar sobre meu cotidiano.

Então continuarei seguindo assim, sem envolver pessoas que possam me causar aborrecimentos, já que claramente esse não é meu propósito aqui.

Engraçado como a Internet nos expõe seja para o bem ou para o mal. Profissionalmente para mim, tem sido uma ferramenta excelente para exercitar meu lado "escritor" e socialmente também já que amigos incríveis têm surgido através desse espaço.

E assim segue a vida né? Essa semana está começando meio que a trancos e barrancos, mas posso ressaltar pontos maravilhosos que aconteceram.

A visita dos sobrinhos do Gilmar em nossa casa, trouxe uma dinãmica totalmente diferente em nosso dia a dia. Também a chegada do Cleitom que tem tudo para ser a terceira pessoa de nosso lar.

E com mais motivos para se alegrar, escrevi minha primeira matéria para a coluna "Por aí por Raí Pereira" para o site Dolado. Mais feliz do que pinto no lixo, como diz minha mãe...

Segunda feira fui entrevistar o administrador Ricardo Haidi do Maison de La France para outra matéria do site mais pra frente. E encerrando o encontro com o querido Gabriel ali na Casa das Rosas para tomarmos um café e discurtirmos idéias. Fomos ao Centro Cultural Vergueiro e paramos numa padaria para conversarmos e muito. Genial aquele menino.

E as decisões mais complicadas aqui no trabalho estão sendo trabalhadas aqui na minha mente para serem colocadas em prática.

Se estou feliz? Sim, sempre....a vida foi nos dada pra isso né?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Lembre-se : Use camisinha sempre!



Essa informação não podia ficar de fora...Serviço da Ultilidade Pública no Salão de Turismo!

Seja com eles ou com elas (se for o seu caso..)... Use camisinha, sempre!!!!!!!!!!


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Será que temos esse tempo pra perder??


Minha vontade de escrever voltou. Devido a muitas situações nem sempre agradáveis com as quais eu tenho me deparado, fiquei com a mente ocupada demais tentando resolver problemas do cotidiano o que me afastou por uns dias desse meu cantinho.

Engraçado perceber como os assuntos brotam na mente e durante algumas horas caminhando já são suficientes para que o texto fique pronto para ser postado.

Ao passar os olhos rapidamente por uma banca de jornais me deparei com alguns flashes de notícias. Estavam lá coisas como : "Romário é preso por não pagar pensão", "Dado Dolabella faz canção para o filho", "Max (?) e Francine (??) terminam relacionamento" e outros absurdos que me fizeram rir. O complicado foi perceber a quantidade de pessoas que estavam lendo essas notas e discutindo ali mesmo em frente a banca sobre aquilo.

Então aqueles eram os assuntos mais importantes do dia para a maioria das pessoas? Se não eram, foi o que deu a entender. E na loja de eletrodomésticos ao lado da banca, outras tantas pessoas estavam assisitindo aos clipes do Michael Jackson, provavelmente pela milésima vez.

Isso tudo aconteceu em fração de segundos, mas que para mim pareceu um longo tempo perdido.

Curiosamente eu estava com meus fones de ouvido escutando a Nova FM e tocava a maravilhosa canção de Lenine "Paciência". E as frases grudavam na minha mente..."Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber..a vida é tão rara, tão rara..."

Se o Dado Dolabella fez uma canção para o filho, uma querida amiga minha mandou-me versos lindos da Clarice Lispector e Fernando Pessoa.

Se Romário foi preso por não pagar pensão, eu estou preocupado em correr atrás de minhas próprias contas. E se Max e Fran, que nem lembro mais quem são, estão brigados, eu estou engrenando uma nova relação com o Leonardo.

Fico pasmo como esses assuntos sobre a vida de outras pessoas parecem ser mais importantes do que as vidas de quem discute aquilo.

Eu faço de tudo para sempre prestar atenção em mim e nos que estão a minha volta, pessoas de verdade que são presentes em minha vida. Pessoas que eu gosto e que se importam e torcem por mim.

Para que perder tempo com coisas inúteis? A vida não pára.

Santo Lenine que com aquela canção me fez pensar e recordar de minha viagem a Belo Horizonte, onde essa música ficou gravada na minha memória.

"E o mundo vai girando cada vez mais veloz.. A gente espera do mundo e o mundo espera de nós...Será que é tempo que lhe falta pra perceber? Será que temos esse tempo pra perder? A vida é tão rara, tão rara..."

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quinta feira Santa!


Eu tenho descoberto que para colocar as coisas no eixo, digo a vida mesmo, tem que parar, pensar, se encarar, se assustar, se encorajar e vários outros "ses".

Como o feriado veio em um dia neutro para mim, já que não tinha marcado nada com alguem, aproveitei para refazer alguns planos e encontrar alguma base onde pudesse me segurar para assim olha para o futuro de forma bem positiva.

Somente dessa forma tudo vai ganhando os contornos necessários e eu vou cada vez mais firme pisando em terrenos desconhecidos.

Com o clima agradável que estava ontem, chamei o Gilmar e fomos ao Santa Sara dançar um pouco e respirar um pouco daquele "ar gay" como o Gil sempre diz. A música vibrante faz com que o corpo corresponda e quando percebo os pensamentos vão no embalo. E no meio de tudo isso, entre canções do Coldplay, luzes piscando e pessoas ao redor, os pensamentos vão se tornando mais claros e lúcidos.

Dá para acreditar como faz bem sair e dançar desse jeito?

Sem entrar no mérito do maravilhoso DJ que já se tornou um querido amigo, além de ser uma delícia de pessoa. Se eu pudesse e meu dinheiro desse, como diz o ditado...

Um ótimo final de feriado com resoluções sendo colocadas em prática. Adoooro!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Instrumentos para refletir


Terça a noite aproveitei um momento mais tranquilo da semana e fui ao Sesc Paulista assistir o Projeto Terça Instrumental.

O flautista e violonista Alexandre Andrés foi a atração da noite.
O músico foi o vencedor da 9ª edição do BDMG Instrumental, faz parte do grupo instrumental Diapasão e atua também como compositor. Lançou, em 2008, o CD Agualuz com 12 músicas autorais em parceria com o letrista Bernando Maranhão. Neste show, ele estava acompanhado de Rodrigo Lana (piano), Gustavo Amaral (baixo e violão), Adriano Goytacá (bateria e marimba de vidro) e Ayran Nicodemo (violino).

Um belo espetáculo com músicos tão talentosos e ainda desconhecidos do grande público.

Esses momentos para estar só e curtir coisas de que gosto têm sido de grande valor e ajuda para mim.

Posso aproveitar para pensar, ouvir uma boa música, conhecer coisas novas e ainda sair para caminhar após o show e agradecer por ter esses momentos.

Como alguns setores da vida estão complicados outros têm que servir como alívio. Justamente para me dar a tranquilidade para resolver o que me atormenta.

Todos precisamos disso...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Te diz algo??

Vale a pena ver até o fim desse vídeo...Diga sempre "Não à Homofobia".

A vida em 4 dias


Depois de alguns dias sem escrever nada, um pouco por conta da falta de tempo outro por estar perdido sem saber o que falar, eis-me aqui.

Em meio a esse turbilhão de coisas que aconteceram em tão poucos dias, me vi renascendo de várias formas e situações.

Como a semana já estava programada para a participação no 4º Salão de Turismo, não sobraria muito tempo para outras atividades, pelo menos era o que eu imaginava...

Fomos ao primeiro dia do evento, eu e Gilmar e nos deparamos com uma certa decepção ao percebermos nitidamente que os rumores sobre a diminuição da verba eram verdadeiros.

Mas ainda assim aproveitamos e curtimos tudo que podemos. Voltei lá na sexta-feira com o Alex, que trabalha comigo aqui na Editora e com meu irmão e sua namorada. Nesse que foi o terceiro dia de evento as coisas já tinham melhorado e deu aquele ânimo que eu tinha visto nos outros anos.

Sábado de manhã foi a vez de levar a Cláudinha e a família de minha irmã. Esse foi o melhor dia do evento sem dúvida. Muita alegria, apresentações culturais por todo o Salão e distribuição de lembranças de todos os Estados participantes. Tiramos fotos lindíssimas também.
Saindo de lá fomos ao Museu da Língua Portuguesa. Eu tinha certeza que meu sobrinho de 6 anos ficaria encantado...

A noite foi a parte mais complicada do fim de semana pois me deparei com assuntos que preciso resolver e que estavam escondidinhos embaixo do tapete.

Encarei a oportunidade de me ouvir naqueles momentos em que o silêncio é necessário. Daí que veio a explosão de sentimentos, fatos e busca urgente por um lugar no mundo.

Fiquei voltando minha mente para várias fases da vida e buscando nelas respostas para situações parecidas que pudessem me esclarecer como fazer de novo o que já experimentei anos atrás.

Domingo acordei ainda nessa ansiedade, mas como para todo mal há um remédio, eis que a visita de minha mãe me proporcionou todo o conforto para um momento daqueles.

Eu já havia prometido passar um dia todo com ela a algum tempo e esse não poderia ter sido melhor escolhido. Saímos para caminhar no Parque da Água Branca e arredores dos bairros Pompéia e Higienópolis onde moro.

Muita conversa, risos, músicas de viola, lembranças e bons momentos juntos. Acho incrivel como as mães têm o dom de saber exatamente aquilo que precisamos ouvir mesmo quando não dizemos nada.

Ela conseguiu dizer tudo que eu precisava ouvir e olha que eu não falei nada do que sentia ou estava passando internamente. Não tem explicação, só sentimentos mesmo.

Após um dia confortável desses ainda me sobrou tempo para assistir o belíssimo filme "Era uma vez" do Breno Silveira com Thiago Martins, Rocco Pitanga, Vitória Frate e Paulo César Grande no elenco.

Terminei a noite encontrando com o Gilmar pós-balada e fomos à Bella Paulista dar aquela relaxada necessária num fim de semana tão agitado quanto complicado.

E a semana está fluindo bem, com novas expectativas no ar e muita disposição para fazer deslanchar todos os projetos pessoais que me comprometi nesses dias de confronto interior.