domingo, 11 de maio de 2025

Ausências

 Quando a gente fica muito tempo sem escrever quase nada ou pelo menos nada que não caiba numa postagem de rede social, será que o gosto pela escrita retorna? O desejo de compartihar pensamentos e observações ainda estão intactos só aguardando um momento para ser reativado? São perguntas que me faço enquanto acesso esse blog após longos anos na esperança que eu ganhe um fôlego.

Tantas formas de se comunicar que explodiram na última década que tudo que é escrito parece meio obsoleto ou fora da atualidade. Quando comecei a escrever aqui era tudo mato como dizem. Mas como sempre fiz pensando em meu próprio bem estar mental e emocional então acho que está tudo bem atual também.

Hoje é Dia das Mães e a segunda vez que esta data passa e eu estou sem a minha mãe. Ela partiu para outro plano em novembro de 2023. Embora sempre achasse essa data puramente comercial, agora ela passou a ter ainda menos sentido pelo menos para mim. Só restaram as lembranças de uma vida inteira de carinho e companhia. Trouxe algumas fotos aqui onde estou para rever e matar um pouco da saudades.

Que seja um ótimo dia para todos que têm as suas mães por perto. Sinto a minha por perto mas não fisicamente. Até logo mais. 





quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O momento certo

Mais atual do que nunca, principalmente nesses dias em que estamos presenciando inúmeras tentativas de retrocesso, ter uma peça em cartaz que trata de assuntos tão urgentes como a homofobia e preconceito se torna um espetáculo obrigatório.

Sucesso de público e de crítica, “Bruta Flor”, é uma peça que provoca o espectador a refletir sobre homoafetividade e preconceitos nas relações amorosas, retorna ao cartaz, em curta temporada, no Teatro Augusta, às sextas-feiras dos meses de agosto e setembro.  

A peça estreou em novembro de 2016 e está em cartaz em no Teatro Augusta.

Texto denso e potencialmente polêmico, que trata da homofobia internalizada e sua possível consequência trágica, despertou o interesse do ator Marcio Rosario em assumir a direção e a produção do espetáculo. 
“O tema não poderia ser mais atual: o Brasil vive uma onda de intolerância contra a diversidade sexual”, diz Rosario.
O drama de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando de Barros aborda o relacionamento de dois homens, Lucas e Miguel, que se reencontram e começam a relembrar a trajetória deles, desde a adolescência. Miguel vai estudar em Londres e Lucas se casa com Simone, sua namorada desde o colégio, e lutam para realizar o grande sonho dele: ser pai. Após 12 anos, Miguel e Lucas se reencontram no metrô. Um reencontro que traz à tona sentimentos até então desconhecido para ambos. 
A relação vai ganhando contornos dramáticos, envolvendo a aceitação da sua própria homossexualidade.
Com Adriano Arbol, Érika Farias e Willian Tucci dirigidos por Marcos Rosário, "Bruta Flor" fica em cartaz até dia 29/09 no Teatro Augusta, sempre às sextas-feiras às 21h30min.
Corre que ainda dá tempo!!! 


domingo, 24 de julho de 2016

De onde vem a calma

A busca pelo sossego é incessante. Cada um tem ou deve ter pelo menos idéia do que pode lhe trazer um pouco de paz em dias tão turbulentos e de conectividade extrema.

No mês de junho, ao tirar as esperadas férias, mesmo que curtas, serviram de um escape no meio de um ano tão acelerado. 

Sair do lugar comum, ir para outra cidade, ver outras pessoas, ver paisagens diferentes e se aventurar por destinos incertos traz uma excitação e alegria que precisamos sentir em algum momento.

Ainda que o destino tenha sido uma capital tão agitada quanto São Paulo, ter ido ao Rio de Janeiro trouxe uma novidade para mim. Indo pela quinta vez por lá, foi a primeira em que realmente "turistei" pela cidade todos os dias praticamente.

Saía pela manhã e voltada somente a noite, eu e minha mochila guarnecida com petiscos e garrafinhas de água. Voltava exausto, é verdade, mas feliz por cumprir em partes o que almejava, que era ver lugares diferentes, admirar paisagens bonitas e registrar bons momentos.

Nos dias após ao retorno da rotina, busquei mesmo no dia a dia, não perder a alegria que aquele passeio me trouxe. Até porque a vida continua e os momentos de escape tem que ser constantes.

Ler um livro, ouvir as músicas que gosto, ficar curtindo a casa, visitar amigos, tomar um vinho, dormir na casa dos irmãos e aproveitar a companhia dos sobrinhos, tudo isso e mais um pouco ajudam e muito enfrentar essa vida tão agitada e que por vezes, nos esgotam mental e fisicamente.

O que não pode parar, é essa busca por momentos de alegria e tranquilidade, grandes ou pequenos, mas que valham a pena.




domingo, 28 de junho de 2015

O lado bom da ignorância

Com toda essa avalanche de informações que recebemos a cada minuto é quase impossível ficar indiferente ao que acontece no mundo. E uma coisa que tem chamado minha atenção nos últimos anos é a necessidade que praticamente toda a população do planeta tem em dar um pitaco, uma opinião, uma observação ou qualquer outro nome que se dê para o incrível e necessário hábito de expressar-se perante todos.

Pois bem, como todos os excessos esse também trouxe rapidamente seus dissabores. 

O que tenho visto é o quanto se tornou fácil e corriqueiro entrar em redes sociais, ler os posts alheios e pimba! Descarregar ali todo o seu ódio e revolta com aquilo que é contrário ao sua forma de encarar a vida.


Xingamentos, ofensas e falsa moral têm sido moeda de troca. Já havia lido em algum lugar que ficar lendo comentários deste tipo causam depressão em muita gente. Posso imaginar...

Refleti um bocado sobre os efeitos que atitudes tão estúpidas quanto gratuitas podem causar e a conclusão foi apenas de descrença ao ponto em que chegamos.

O Facebook disponibilizou nesses últimos dias uma ferramenta permitindo que o perfil do usuário fique com as cores representando a aprovação do casamento igualitário nos EUA e milhares de perfis ganharam esse tom agradável de apoio e respeito.

Mas não demorou muito para que isso trouxesse também o ódio e todos os outros tipos de sentimentos horríveis de pessoas contrárias a este direito. Geralmente apoiadas num falso cristianismo e carregados de versículos da Bíblia, as mensagens vão desde mero descontentamento a ofensas graves.

O lado bom disto, que por incrível que pareça existe, é que ao fazerem isto as pessoas mostram suas caras, mostram exatamente o que pensam por trás de seus perfis sorridentes. Deixam claro o quão perigosas e horrendas são suas idéias sobre humanidade.

Ao agirem assim, pelo menos nos ajuda a identificar de quem devemos manter distância ou ficar de olhos bem abertos. Afinal se você conviver com elas num ambiente de trabalho, de estudo (embora ache isso difícil tendo em vista o vocabulário limitado e a péssima ortografia nos comentários), em lugares públicos ou outros eventos, pelo menos saberá com quem está lidando.

Porque uma coisa é certa, toda essa coragem virtual de xingar,ofender,tripudiar e ameaçar homossexuais diminui muito quanto a coisa é ao vivo e a cores. Literalmente.

Se for subordinado a um chefe que seja gay então, melhor guardar os comentários para fazer quando estiver na copa tomando o cafezinho. E a certeza de que xingar um casal gay na rua ou em algum outro lugar desde que seja ao vivo, requer bem mais coragem do que vomitar revolta e ignorância pela internet,né? 

domingo, 14 de junho de 2015

Uma realidade difícil de engolir.

Você nasce num país, assim como muitas outras pessoas. É criado por seus pais, aprende a conviver com irmãos, parentes, vizinhos ou quem mais for dependendo de sua origem.
Em algum momento você percebe que tem seu lugar no mundo.
Que é dotado de inteligência, de desejos, de vontades e irá procurar viver da melhor forma possível (quem não quer ser feliz, né?) com aqueles próximos à você.

Esta é a maneira pela qual eu procuro concentrar meu pensamento e minha forma de ver a vida.
Em qual momento da vida, um ser (humano?) decide que o que ele acredita ou a forma que ele escolheu para viver é a única que pode ser vivida? Em qual momento lhe foi dado este direito sobre a vida de outras pessoas, que afinal ocupam o mesmo planeta?

A crença em qualquer religião, seita, deuses e líderes religiosos é puramente individual.Algo que você escolhe seguir, acreditar ou algo mais que o valha.

Mas isto não dá o direito a NINGUÉM de decidir sobre a sagrada vida de outra pessoa.
Ainda que todas as bíblias ou outros escritos considerados sagrados fossem todos queimados e não mais existissem, ainda assim as pessoas de boa índole, de bom coração e que foram criados amorosamente, que aprenderam a discernir o certo do errado de acordo com a criação que teve, saberiam conviver da melhor forma possível.

Não acredito que somente quem acredita nesta ou naquela religião tem o direito de estar vivo e gozar plenamente de todos os direitos concedidos aos demais seres humanos,conforme aprendemos através de uma Constituição que deveria privilegiar a todos.

Quem além de si próprio, sabe o que fazer com o que sente, com a forma que se encontra no mundo, como enxerga o próprio corpo?

Essas criaturas que hoje sentam-se em cima de suas bíblias ou outros escritos sagrados para dizerem e forçarem os demais a aceitarem suas verdades, que fazem uso de sua fé como se fosse uma lei imutável, desde que lhe seja útil para tirar do caminho todos aqueles que consideram difíceis de se conviver, covardemente abreviam a existência de outros que deveriam considerar no mínimo, como pessoas iguais, que possuem pai, mãe, irmãos, que trabalham e pagam seus impostos.

Afinal, devem pensar, o mundo foi feito apenas para quem decide qual a forma certa (ela existe?) de se viver.

E esses homens, quanto mais instruídos e com mais poderes políticos tiverem, mais curta será a vida de muitos, que assim como eu, optaram por dar vazão a sua existência, por ocupar seu lugar no mundo e mesmo sendo difícil encarar o julgamento diário de pessoas que acreditam piamente possuir tal direito, resolvem encarar e procuram a melhor forma de conviver com tanta falta de humanidade.

Onde sobra intolerância, falta inteligência.

O jovem Rafael, de apenas 14 anos, morador de Cariacica (ES) que sonhava apenas em ser um estilista, foi assassinado, espancado por paus e pedras apenas por ser gay. Por ser afeminado, por não ser como os outros achavam que ele deveria ser. Explicar para a mãe dele hoje, que seu filho não está mais com ela, porque alguns acreditam que é melhor um filho morto que um filho viado não é uma tarefa digna.

Dá, realmente, para acreditar num país onde esse tipo de coisa é incentivado numa Câmara, onde deputados eleitos pelo povo, que deveriam estar fazendo jus aos seus cargos e procurando a melhoria de vida do povo, bravejam e apoiam essa barbaridade?
Linda e triste nação essa em que vivemos.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Tudo no seu lugar.



Após quase duas semanas em que finalmente mudei de casa, estou sentindo o sabor da nova rotina.
Mesmo com tanto ainda para fazer, aos poucos tudo vai tomando forma e se encaixando nos seus devidos lugares. Tanto material quanto emocionalmente.

A parte material da coisa toda é apenas a ponta do iceberg. Claro que embalar, eliminar zilhões de coisas que só se percebe quando uma mudança será feita é algo que toma um tempo precioso.

Aliás, este foi um ótimo exercício pois mandei pro lixo tantas coisas que simplesmente não tinham a menor serventia, itens que não faziam o menor sentido de estarem ao meu redor, povoando caixas e mais caixas. Muitos destes itens pertenciam a um período bem distante, em épocas que meus pensamentos eram outros e hoje não me diziam absolutamente nada.

Fiz o que tinha que fazer sem pensar muito. Peguei sacos de lixo e mandei tudo embora. Simples assim.
Depois olhando para o quarto, os espaços livres no guarda roupas e armário, vejo que não fazem a menor falta. Era um exercício que precisava colocar em prática. E nada melhor que uma mudança de residência para colaborar neste processo.

Agora que tudo vai se encaixando, coisas novas estão chegando, ocupando espaços e me ajudando a descobrir o prazer novamente de estabelecer uma nova rotina. Redescobrir anseios e planejar novos caminhos.

As boas atitudes das pessoas ao redor também são uma fonte agradável de energia. Trocam idéias, ajudam as arrumações, providenciam o que for mais urgente e até colaboram com visitinhas e mensagens bacanas.
Agora é cuidar do planejamento para os próximos meses, pois nenhum início é fácil pra ninguém e embora não seja exatamente uma novidade, um reinício também traz suas recompensas...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Calçando os próprios sapatos.

A importância demasiada à absolutamente tudo que ocorre ao nosso redor é um grande risco.

É compreensível que o desejo de que tudo ou quase tudo, esteja na mais perfeita ordem, é algo inerente a vontade de muitos. Eu pelo menos me incluo nessa categoria.

No decorrer deste ano minha mente não me deixou descansar um só momento. Sempre fervilhando, ora de idéias, ora de memórias, mas sempre me cutucando para ver se as decisões seriam tomadas.

Não sei se exatamente esses pensamentos que me invadiram nesta madrugada têm a ver com ter completado mais um ano de vida no final do mês de agosto. Pode até ser, já que meio que inconscientemente, essa coisa de calendário, datas e anos nos forçam a ver a vida por um filtro em que tudo é compactado em períodos.
Tempo de brincar, tempo de aprender, tempo de ser rebelar, de ser irresponsável e assim os anos vão se passando.

Gosto de usar experiências passadas, memórias boas e ruins para enxergar como estou hoje, quem sou e por quais caminhos cheguei aqui.
Ainda que eu tenha em alguns períodos, calçado os sapatos de outras pessoas, optando por não ser exatamente tudo aquilo que imaginei que eu seria aos 43 anos, o sentimento que tenho agora mesmo é de continuar caminhando em direção com a bagagem que tenho adquirido nos últimos tempos.

Mas desta vez, calçando meus próprios sapatos ou descalço se for necessário...

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Busca Vida


Sabe o que faz bem pra gente?

Muito mais do que receitas de felicidade prontas, vendidas em revistas de $1,99 que você sempre
bate os olhos enquanto espera a fila do supermercado e mais do que as dicas infalíveis de alguma sub celebridade, está em nossas próprias mãos e mente os desejos de que as coisas dêem certo.

Fazer o que gosta vai muito além do fator puramente econômico. Se em algum momento você pode desfrutar do que o dinheiro proporciona, em outros momentos dependerá de outros fatores para a realização de bons momentos.
Acredito que aí valha a pena lançar mão de tudo que estiver ao alcance.
Fazer bem para si não tem nada que pague. Nada que possa substituir a satisfação alcançada por alguns dias ou horas e até mesmo minutos de um sorriso no rosto e calma na mente.

Refleti um bocado sobre isso em alguns dias que me retirei para longe, dias em que estive apenas com minha própria companhia para descobrir novos lugares e também dar ouvidos aos meus sentimentos.
Deixei os pensamentos se formarem para poder relaxar e olhar para os velhos dilemas com uma nova perspectiva. Se funcionou exatamente, só saberei de acordo com as atitudes tomadas daqui pra fente.
Sorri para o mundo e ele me sorriu de volta.

E buscar ouvir o que está gritando dentro da gente,encarar que a vida segue seu rumo e que é necessário estar aberto para seguir junto faz um bem danado!!!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Só por hoje - Decálogo da Serenidade




1- Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver o problema da minha vida, todo de uma vez.

2- Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: delicado nas minhas maneiras; não criticar ninguém, não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim. 

 3- Só por hoje me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.

4- Só por hoje me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos. 

5- Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma. 

6- Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém. 

7- Só por hoje farei uma coisa de que não gosto e se for ofendido nos meus sentimentos procurarei que ninguém o saiba. 

8- Só por hoje me farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou fazê-lo. E me guardarei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão. 

9- Só por hoje ficarei bem firme na fé, de que a Divina Providência se ocupa de mim, mesmo se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário. 

10-Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar do que é belo e não terei medo de crer na bondade. Durante doze horas de um dia posso fazer bem o que me desanimaria se pensasse que teria que fazê-lo durante toda a minha vida.

(Decálogo da serenidade – do Papa João XXIII) 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Não apresse o rio, ele corre sozinho!

O rio corre sozinho, vai seguindo seu caminho. 
Não necessita ser empurrado. Pára um pouquinho no remanso. Apressa-se nas cachoeiras. Desliza de mansinho nas baixadas. Precipita-se nas cascatas.  
Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho. Sabe que há um ponto de chegada. Sabe que seu destino é para a frente.
 
O rio não sabe recuar. Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.  
É chegar ao ponto final. É ter feito a caminhada. É ter realizado totalmente seu destino. A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.  
Deixar que corra como deve correr. Sem apressar e sem represar. Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras. Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.  
A vida é como o rio. Por que apressar? Por que correr se não há necessidade? Por que empurrar a vida? Por que chegar antes de se partir?  
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.
Assim também é a árvore, assim são os animais. Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido. A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.  
Tudo tem seu ritmo. Tudo tem seu tempo. E então, por que apressar a vida da gente?  
Desejo ser um rio. Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios. Livre da poluição alheias e das minhas.  
Rio original, limpo e livre. Rio que escolheu seu próprio caminho. Rio que sabe que tem um ponto de chegada.  
Sabe que o tempo não interessa. Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar. Importante é chegar ao mar. Importante é dizer "cheguei".  
E porque cheguei, estou realizado. A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho. Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha  
Deixe-a seguir seu caminho normal. Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.
(Barry Stevens)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Seja também um autor em 2014!

Dentro de aproximadamente 01 hora teremos uma nova oportunidade de sermos escritores, autores de nossas próprias vidas, condutores de inúmeras situações e personagens... De que forma você conduzirá sua caneta, lapiseira, gravador ou teclado este ano??

Dará um novo sentido ao personagem principal de sua estória? Agregará novos coadjuvantes para apoiar e dar mais sentido as aventuras da vida?

Imagino que concluir alguns capítulos seja algo muito importante, até mesmo para que algumas decisões sejam tomadas e novos rumos traçados.Deixar a mente trabalhar e traçar estratégias que sejam tão simples quanto eficazes. Transformar todos os dias em ganchos que despertem curiosidade para ver como será a página seguinte, como se desenrolará essa estória que você mesmo escreve... Não é animador?

E o melhor é que se algo não estiver de acordo, reescreva, dê um novo final para cada capítulo!
 
Se acaso dar um branco, algum bloqueio para dar continuidade as desventuras, dê uma pausa, respire e busque inspiração em tudo que te faz bem. Amigos, passeios, família, viagens,exercícios,música, estudos ou que mais precisar. Tenho certeza que as idéias voltarão e assim conseguirá transformar este ano que se inicia em um capitulo bem especial de sua vida e de todos os que o rodeiam. 

Tenham um ótimo 2014 e compartilhem seus momentos. Será um best seller sem dúvida!!!



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Do meu jeito.


"Você pode ficar um pouco mais aqui ?". Eu estava no meu horário de almoço e na época tinha o previlégio de contar com 2 horas de descanso, afinal trabalhava muito além das oito horas estipuladas.

"Sim, Júnior, posso sim, claro...e sinceramente, tô tão cansado e o dia tá tão lindo lá fora que me deixa com mais vontade de espreguiçar aqui..."

Ele andava inquieto pelo apartamento, pois era o dia dele dar um jeito naquela desordem, segundo suas próprias palavras.
Apesar de já terem se passado praticamente 18 anos lembro como se fosse ontem.

Está certo que em nossa memória muita coisa se mistura com o que realmente aconteceu e aquilo que gostamos de recordar. Neste caso a situação é bem clara em minhas recordações.

 Provavelmente os detalhes foram substituídos ao longo dos anos por outros que minha mente produziu para que ficasse registrado o mais importante daquele dia.
"Então, deita um pouco aí no sofá enquanto termino de lavar o banheiro aqui, só falta o box mesmo..."
Não pensei duas vezes e me esparramei no sofá, com uniforme e tudo (sim, usava-se calça social e camisa branca na empresa) para logo em seguida começar a cochilar bem de leve. O solzinho batendo em meu rosto me deu uma sensação de alívio misturada com relaxamento indescritível. E naquela tarde, ali naquele apartamento na Brigadeiro Luiz Antônio em um final de semana calmo, bem raro na cidade e muito mais naquela região, tive um dos momentos mais singelos que me recordo.

Júnior terminou o que estava fazendo e ao retornar a sala, me encontrou esparramado no sofá, e eu deveria estar com um ar de satisfação pelo descanso tão grande, que ao invés de me acordar tocando meu braço ou algo assim, chegou bem perto do meu rosto e me deu um beijo daqueles calmos, feitos para acordar quem a gente gosta. O detalhe mais afetuoso da lembrança é que ele estava com o rosto todo molhado e aquele contato dos seus lábio molhados com os meus, me fez acordar de uma maneira tão boa que ao escrever isto fico meio emocionado.

Como disse, pode parecer uma cena perfeita demais, mas é assim que minha mente traduz o que aconteceu naquele dia.

É fascinante o quanto nossa memória pode nos ajudar a enfrentar a vida. Certificar que em algum momento, ou mesmo em vários deles, soubemos como ir em frente, desviar ou parar quando era necessário.

O estigma da covardia que hoje parece uma marca feita a brasa em minhas costas e que arde cada vez que sou lembrado disso, seja direta ou indiretamente, tento despistar buscando essa e outras situações afetivas que me trazem o conforto necessário para continuar desenhando meu caminho, do meu jeito, ao meu modo e no meu tempo...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Cuida de teu coração.

Uma querida amiga postou uns dias atrás esse texto numa rede social e eu gostei tanto que fui atrás da origem e descobri que é de um dos autores que mais admiro. Me disse muito,viu ? Beijos Priscila Sepulvida...

"Vai devagar… Pensa duas, três, quatro, quantas vezes forem necessárias pra não fazer bobagem. 
Cuida do teu coração, cuidado com quem você deixa entrar. Espera o tempo passar. Acredita menos… As pessoas não são tão legais quanto aparentam ser. 

Quem acredita menos, sofre na mesma proporção. Até quando você achar que é verdade, desconfie um pouquinho. Faz bem não se entregar totalmente logo de cara. Se arrisca mais, por você. 
Tenha coragem para dizer tudo que tens aí guardado. Seja forte para conseguir se manter calado perante alguns. Muda de rumo. Quando te mandarem ir por lá, vai pelo outro caminho. Ou vai apenas, pelo caminho do teu coração. 

Se você não aguentar mais fingir… Chore. Depois que você acabar de chorar, vai sentir-se mais leve. 
E então vai levantar a cabeça, lavar o rosto, pôr uma roupa bonita no corpo, um sorriso escandalosamente lindo no rosto e dizer que chega, que você vai é ser feliz. Eu sei, é assim mesmo.

E vai funcionar! Não diga “nunca”, nunca. Irônico, não? Mas não diga. Porque essa vida é incrivelmente engraçada. Mais uma coisa. Você não pode ter medo que as pessoas te machuquem, viu. 

Porque as pessoas vão te machucar de vez em quando, até mesmo aqueles que você mais confia e admira.
Não vão fazer por mal, mas somente porque são humanos. Cometemos erros ridículos com pessoas maravilhosas. Faz parte. Não esquece que cada um é cada um. Somos diferentes.

Graças a Pai Oxalá, somos. Vive um dia por vez, sem pressa e sem querer ser mais rápida que o tempo. 
E por favor, vai ser feliz, que você ainda tem muito por viver."

(Caio Fernando de Abreu)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sejamos sinceros...

Aproveitando esse momento de mobilização que tomou conta de nosso país, vamos refletir muito sobre tudo que pudermos aprender com essa experiência e mudar de verdade aquilo que precisamos. Juntar essa indignação imensa que sentimos dos governantes deste país, e lembrar disso cada vez que formos as urnas, fazer um
mea culpa mesmo dos erros que cometemos e do preço que pagamos. 
Mas o mais importante é saber que nossa mudança interna tem que ser tão grande quanto. Ir nas ruas e protestar, mas no dia a dia continuar jogando lixo para fora do ônibus, não respeitar o direito dos idosos nos transportes coletivos,passar na frente das pessoas em filas, criar intrigas no seu trabalho para se dar bem a qualquer custo e outras mesquinharias deste tipo devem ser levadas em consideração. 
Não adianta tirar uma foto sua no meio da passeata somente para postar nas redes sociais e mostrar o quanto você faz parte do movimento e cultivar atitudes hediondas contra seu próximo. Meter o pau nos veículos de comunicação de massa, mas vender a alma ao diabo ao ficar votando em programas estilo Big Brother e sabendo que se fosse você neste tipo de programa não se importaria nem um pouco com o restante do país, desde que seu lucro fosse garantido.
Apoiar líderes religiosos que semeiam o ódio e o preconceito com as minorias, que se não for você, é com aqueles que você mesmo diz amar. Vamos considerar essas contradições. Sejamos mais coerentes e sinceros conosco mesmo. Acorda Brasil, mas acorda de verdade, afinal como todas as mudanças em nossas vidas, esta também tem que ser de dentro pra fora...

terça-feira, 4 de junho de 2013

Senta aqui ao meu lado.

Estava pensando em você hoje. Aliás pensei em muitas pessoas, mas fixei meu pensamento em ti.
Senta aqui comigo e me conta novamente sobre aqueles tempos de luta. Me transporte para esses lugares que fala com tanta propriedade e com saudades. Me deixe com a sensação que o que aconteceu aquelas pessoas acontece ainda hoje e há muito para ser dito e feito.

Senta aqui e me conte aquela piada, aquela mesmo que sempre me faz rir, ainda que pela enésima vez.
Me faça rir com as estórias que acontecem no teu trabalho.Irei compartilhar contigo aqueles micos que somente eu sou capaz de protagonizar. 
Vamos aproveitar e gargalhar lembrando de eventos familiares que invariavelmente terminam em confusão e disse-me-disse. Sabemos que depois de um tempo tudo volta ao normal.

Senta aqui e fala para mim sobre esse livro que estava lendo pouco antes de eu chegar. Mas seja bem sincero e me contagie com a vontade de ao sair daqui já entrar em algum site de compras para buscar informações sobre ele.

Daí te conto também sobre o livro que terminei de ler esta semana e que me envolveu de tal forma que gostaria que todo mundo pudesse se aventurar e desfrutar dos mesmos sentimentos que eu tive. Aposto que você irá se identificar um bocado.

Senta aqui e pede mais uma cerveja enquanto vou ao banheiro. Aproveita e pede um garçom outra porção de carne seca porque nosso papo vai longe.
Me fale novamente sobre as razões pelas quais você me admira e sempre me respeitou. Acho bacana a forma  como você define coisas que na minha cabeça ainda são confusas.

Comentei contigo sobre a última viagem que fiz? Já tem alguns meses mas serviu para dar aquela amenizada que eu tanto precisava.

Senta aqui para que possamos compartilhar mais sobre nossas vidas. Hoje não quero ser julgado, quero apenas rir e dividir opiniões e pensamentos.Quero relembrar momentos e planejar os que virão. Deixar um pouco a rotina de lado e criar novos interesses.
Acho que tem mais daquele vinho frisante que tu tanto gosta.Hoje pode misturar tudo que quiser.

Juntei todos os últimos momentos que passei do teu lado e de outras pessoas para escrever estas linhas.
E não é que consegui? Até a próxima e que demore o suficiente apenas para dar saudade...

terça-feira, 21 de maio de 2013

Já me disseram...

Já me disseram tanta coisa. Não poderia dormir de barriga para cima pois teria pesadelos. Não poderia comer manga com leite pois seria morte certa. E o chiclete que se fosse engolido daria um nó no intestino?

Além de todos esses "causos" e conselhos que muita gente, assim como eu, cresceu ouvindo há ainda aqueles conselhos que nós resolvemos seguir. Aqueles que vêm das pessoas que amamos e confiamos.

Já me disseram para não mentir para prejudicar alguém. Já me disseram que preciso ser honesto no meu local de trabalho. Que falar menos e ouvir mais é sempre uma boa maneira de praticar o exercício da paciência. Que estar ao lado de quem gostamos traz uma satisfação inigualável.

Muita coisa já foi despejada em meus ouvidos, na minha mente e no meu coração ao longo da vida.
Hoje, quero dizer nesta fase da vida, estou ainda limpando e organizando algumas destas coisas. Tentando separar o que considero útil e o que já perdeu a validade. Sim, porque muitos conselhos e opiniões que ouvimos e aceitamos durante a vida vão prescrevendo também. Afinal nós mudamos não é?

Nossa própria opinião e forma de encarar a vida vão sendo moldadas de acordo com nossas escolhas.

Já me disseram também inúmeras palavras desalentadoras, palavras que doeram tanto na época e ainda hoje basta lembrar de algum trecho de conversa que a ferida começa a brilhar, mostrando que ainda está prestes a arder, basta cutucar...E no meio disto tudo, ainda há aquelas palavras que ansiávamos tanto por ouvir,que mesmo quando não foram ditas, tomamos como verdades para que nosso coração se acalmasse.
Já me disseram como, quando, porque e de que forma eu deveria viver. Mas poucos disseram que a alegria está justamente na minha própria descoberta de um caminho, na conquista de uma certeza e na serenidade de encarar os dias um após o outro.

Isto eu posso tomar como sendo algo que surgiu de minhas reflexões perante a todas coisas que me disseram e que foram ditas por mim também. E é minha direção nos caminhos que trilho.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

De onde vem a vontade?

A inspiração realmente não escolhe horário. Não sei exatamente se foram os últimos dias que me deixaram com vontade de escrever novamente ou se é apenas um surto de alguém que obrigatoriamente está acordado e ouvindo seus próprios pensamentos.

Desde o início do ano mudei totalmente minha rotina por conta de minha ocupação atual. Retornei à área de hotelaria e agora trabalho durante as madrugadas. E especificamente hoje, refletindo sobre o meu dia e ouvindo algumas canções aqui no celular, me deu uma vontade danada de retornar aqui nesse canto que sempre me ajudou a exorcizar tanta coisa, a externalizar tudo que sempre julguei ser necessário para meu bem estar e quem sabe, com alguma pretensão, também levar a reflexão aqueles que já se aventuraram por ler algumas das postagens que publiquei ao longo dos anos.

Em algumas conversas com amigos, observações no cotidiano, leituras e eventos compartilhados com algumas pessoas queridas, novas idéias e formas de encarar a vida têm sido de grande valia para mim.

Muita gente consegue externalizar aquilo que sente através de suas atitudes. Mas acredito que ninguém realmente é igual a outra pessoa. Até porque essa diversidade de seres é o que nos torna tão valiosos.

O julgamento a qual somos submetidos dia após dia, seja por parte dos outros ou por nossa própria
consciência pode ser encarado de algumas formas. No meu ponto de vista, ou ele serve para nos diminuir ou para nos acordar para algumas atitudes que talvez estejam faltando para que possamos, minimamente, nos sentirmos mais completos. Tenho uma queda pela segunda opção, embora seria inocência imaginar que não exista também o grupo da primeira.

Como tenho organizado meu tempo de forma tão satisfatória, é natural que essa vontade de escrever retornasse. O que me deixa bem feliz, resultado das últimas decisões tomadas e de uma agenda de tarefas que estava me faltando. Mente ocupada, corpo em movimento e boas companhias ao redor são ingredientes infaliíves...


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Previlégio de ter "41".

Hoje comemoro meus 41 (ou quarenta e uns, como dizem..) anos de vida. Comemoração pouca é bobagem. Buscando pela memória  há tantas razões para celebrar o previlégio que é estar vivo.

Ao longo desses anos muita coisa aconteceu. Caminhos novos sendo trilhados a cada dia e um desejo imenso de que alguns deles pudessem ter sido escolhidos em determinados momentos da vida.
Claro que isso facilitaria muita coisa mas também poderia ter tirado parte da graça da vida, quem sabe?

Ultimamente tenho prestado atenção em algumas conversas na rua, no trabalho ou até mesmo em roda de amigos e de vez em quando ouço algumas pessoas mais jovens comentarem com certo desdém sobre as pessoas com alguns anos a mais de vida.
Comentário como - "Olha não tô dizendo isso porque você é velho" ou "Nada contra ser velho"... Fico pensando o que essas pessoas tem em mente. Será que o fato de você estar vivo e bem ao longo dos anos não é algo para te deixar grato e feliz? Ou será que imaginar-se morrendo antes dos 30 para não "envelhecer" naturalmente seria melhor para manter a imagem que julga-se ser a melhor, estética e fisicamente falando?

Ouço essas coisas e fico sem palavras. Minha atitude natural aliás, é olhar com certo desdém e um sorriso no canto dos lábios pensando como fui previlegiado por ter nascido alguns anos antes e ter certa experiência de vida para valorizar o que realmente importa; E o melhor de tudo é olhar ao meu redor e ver que me confundo no meio deles em relação a postura e estilo de vida. Jovem demais para aprender muito e a cada dia e com idade suficiente para saber o que vale ou não a pena.

E assim a vida segue. Que venham todos os quarenta e uns para serem saboreados e melhores aproveitados a cada dia. Um brinde!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Na vida cada um faz o que sabe.


Dia de comemoração do Natal em sentido prático é quase sempre sinônimo de terminar a ceia que começou ontem e deixar o dia rolar sem nada pra fazer.

Como tive que trabalhar pela manhã aproveitei para descansar um pouco no começo de tarde e me preparei para dar uma volta e ver o que poderia fazer de útil e agradável.

Optei por ir ao Espaço Unibanco na Rua Augusta para ver "O Palhaço" filme dirigido e estrelado por Selton Mello. Uma amiga havia me confidenciado que chorou um bocado e fui na expectativa de me emocionar também.
Na estória os personagens Puro Sangue (Paulo José) e Pangaré (Selton Mello), pai e filho, são os donos do Circo Esperança e lideram uma trupe de artistas pelas estradas do país. Entre os espetáculos, surgem muitas cobranças em cima de Pangaré. Ele está exausto e obcecado pela seguinte ideia: "Eu faço todo mundo rir, mas quem é que vai me fazer rir?"

Confesso que não me recordo em qual cena ou em quais momentos fiquei com os olhos marejados. O encantamento toma conta do filme inteiro e a reflexão que ele proporciona é algo que não dá pra explicar. O personagem de Jackson Antunes em determinado momento do filme diz : "Na vida cada um faz o que sabe. O gato bebe leite, o rato come queijo e você?". Essa frase permeia boa parte do filme e das angústias de Pangaré e causou em mim a mesma inquietação.
Descobrir o que se gosta na vida não é uma tarefa fácil. Fazer o que não gosta também. Em qual momento podemos perceber se fazemos algo por que precisamos ou simplesmente porque não decidimos ainda o que fazer da vida?
Uma das mais lindas cenas deixa bem claro que ao percebermos o quanto amamos aquilo que fazemos contagia o mundo. Conseguimos modificar a maneira com que vemos as pessoas e o mundo ao nosso redor e isso surte um efeito fantástico.
Sai tão contagiado que fiz duas coisas que há muito não fazia. Voltei a pé da Av.Paulista descendo calmamente pela Av.Angélica pensando na vida e nas coisas boas que ela tem e de quebra ainda decidi postar no blog depois de meses em branco.
A inspiração realmente vem da vida. Da nossa e daqueles personagens que só encontramos em filmes sensíveis como "O Palhaço."

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Depois de Tudo

Faltando apenas alguns dias para a 15º Parada do Orgulho LGBT aqui no estado de São Paulo,uma ótima maneira de entender um pouco mais sobre como vive uma boa parte dos gays,lésbicas, travestis e transgêneros é através de documentários e curtas como este.

"Depois de Tudo" de Rafael Saar é um curta ganhador de inúmeros prêmios em diversos festivais conta com Ney Matogrosso e Nildo Parente no elenco.

Depois da despedida, a espera. Depois da espera, a volta. Depois de tudo, o que mais querem é estar juntos e um dia basta para esperarem pelo próximo. Nada como o amor e a maturidade. A rotina tem seu encanto...

Prêmios

Melhor Desenho Sonoro no Close - Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual 2010
Melhor Ator no Emcurta - Festival Universitário de Curtas-metragens da UNIGRANRIO 2009
Melhor Ator no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2008
Melhor Desenho Sonoro no Festival de Cinema da Diversidade Sexual - For RainBow 2008
Melhor Roteiro no Festival de Cinema da Diversidade Sexual - For RainBow 2008
Melhor Interpretação no Festival Mix Brasil de Cinema e Video da Diversidade Sexual 2008
Melhor Filme Estrangeiro no UNCIPAR - Jornadas Argentinas de Cine y Video Independiente 2010
Melhor direção no Fest ARUANDA do Audiovisual Universitário Brasileiro 2009
Destaque em Construção Narrativa no Festival Brasileiro de Cinema Universitário 2009