quarta-feira, 19 de maio de 2010

1º Marcha Nacional Contra a Homofobia

BRASIL REALIZA A 1ª MARCHA NACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA

Hoje,dia 19 de maio, dois dias após o Dia Mundial Contra a Homofobia (17 de maio), está se realizando em Brasília - DF, o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia.
A concentração está marcada para às 9h, no gramado da Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral metropolitana de Brasília.
Por meio da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABLGT, foram convocadas(os) todas(os) participantes ativistas de suas 237 organizações afiliadas.

Segundo os organizadores, a expectativa é de que cerca de três mil pessoas compareçam.

A ação é uma iniciativa da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABLGT.

A manifestação tem como objetivo chamar atenção das autoridades e da sociedade para os direitos e reivindicações da população LGBT, além de fazer valer para os 20 milhões de brasileiros e brasileiras LGBT o artigo 5º da Constituição federal, que afirma que "todos são iguais perante a lei".
(Fonte: CADS)






Confira o Manifesto: www.abglt.org.br/docs/Manifesto.pdf

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Abraços virtuais


Sabe o que eu quero realmente?De verdade? Que as coisas se tornem mais reais...

Eu refleti bastante nesses últimos dias e escrevo essas palavras apenas para que eu possa entender melhor as conclusões que cheguei.

A facilidade de comunicação nesses dias é tão incrível, tão sensacional que não precisamos nem nos dar ao trabalho de sairmos de casa para falarmos ou vermos quem a gente gosta.Olha que beleza!!!

Por um lado, acho ótimo mesmo ter esse canal principalmente com pessoas que não conheço ainda e que moram em outros estados. A proximidade que programas como o MSN e o Twitter nos oferece para conversarmos e conhecer essas pessoas não tem preço.

Mas por outro lado,e aí entra um dos motivos de minha reflexão sobre o assunto, onde fica o bate papo, o abraço, o aperto de mão?

Sobre quem mora em outros estados até entendo a dificuldade, mas para quem mora na mesma cidade ou até no mesmo bairro...Isso faz muita falta.

Fico pensando quando leio o Twitter por exemplo, com todos falando tudo para todos ao mesmo tempo, se aquele não seria um papo para se ter ao vivo sentado numa mesa de bar ou até mesmo de casa.

Frases soltas, piadas, conversas que antigamente tinhamos com nossos amigos na faculdade, num barzinho ou em reuniões em casa que agora foram trocadas por uma cadeira e um computador onde cada um fica no seu canto, teclando, falando, rindo como se isso fosse o suficiente para nos dar aquela sensação gostosa de aconchego e carinho que temos pessoalmente.

Infelizmente, observo que muitas pessoas ficam sempre ligadas, antenadas, super por dentro de tudo que acontece.mas incapazes de dividir esses pensamentos ao vivo, olhando para as pessoas com quem conversa.

A maneira de olhar, a entonação das palavras, o sorriso, a tristeza , nada disso (graças aos deuses) conseguiu ser substituído por tweets ou tecladas pelo MSN.

Mesmo com a correria que temos, é possivel fazermos um esforço para estarmos perto das pessoas que, pelo menos virtualmente, dizemos gostar.

Eu fico sempre me vigiando para não cair na armadilha fácil que é substituir momentos ao vivo com horas e horas na internet com a falsa sensação de que estou rodeado de pessoas, quando na verdade, ao desligar o computador sentirei falta do abraço e dos sorrisos das pessoas com quem conversei por horas.

Pensando nisso vou tentar me concentrar em seguir a vida mais no mundo real possível, mas mantendo contato com os queridos amigos e possíveis paqueras que conheci e continuo conhecendo através desse conturbado mundo virtual.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

As melhores coisas do mundo


Nesta quinta feira , fui ao Espaço Unibanco ali na Av. Augusta ver a pré-estréia de As Melhores Coisas do Mundo, novo filme da diretora Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças, Chega de Saudade). Após a exibição do longa houve um bate papo com a própria diretora, o roteirista Luiz Bolognesi, os jovens atores Francisco Miguez e Gabriela Rocha, o jornalista e educador Gilberto Dimenstein e o psicanalista Contardo Calligaris. Foi uma experiência interessantíssima.

Baseado livremente na série de livros “Mano”, de Gilberto Dimenstein e Heloisa Prieto, o longa metragem acompanha as vidas de alguns adolescentes de um colégio paulista.

Tendo como foco o personagem de Hermano ou Mano (Francisco Miguez) e seus amigos e familiares o filme nos transporta à nossa época de colégio. Dificilmente alguém não se identificará com as situações apresentadas durante a trajetória desses jovens tão reais quanto qualquer um de nós.

Não me lembro de ter pensado sobre o quanto esse período da adolescência é conturbado. Claro que tenho algumas lembranças, mas a parte cruel da convivência escolar eu não me recordava tanto. E como pode ser cruel esse convívio, principalmente nos dias de hoje com fotos tiradas com celulares e blogs explodindo com violência, expondo a intimidade dos jovens de maneira agressiva.

Com todo realismo possível, nos tornamos cúmplices dos personagens e compartilhamos dos momentos de alegria e angústia vivenciado por eles.

Dificuldades familiares, preconceito, amor, sexo, amizade, promessas de felicidade ao lado de quem gostamos, tudo isso misturado num caldeirão prestes a entrar em embulição prende a atenção de quem assiste a esse maravilhoso retrato da juventude em nossos dias.

Confesso que poderia continuar vendo por horas e horas e ainda assim gostaria de saber mais sobre o que aconteceria com aqueles queridos personagens.

O elenco quase que totalmente composto por alunos de alguns colégios paulistanos dão a veracidade necessária para conquistar a empatia de quem assiste.

As presenças de Denise Fraga, Zé Carlos Machado, Caio Blat, Gustavo Machado, Paulo Vilhena e Fiuk são gratas surpresas numa estória encantadora.

Realmente as melhores coisas do mundo começam a ser reconhecidas por nós nessa fase tão conturbada da adolescência.

Não deixe de ver, pois as lembranças podem nos ajudar a entender melhor quem somos hoje e porque nos tornamos nesses adultos meio complicados.

Como diz o personagem Mano: “Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce. Só fica mais complicado”.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Os Famosos e os Duendes da Morte

Mesmo com o frio que castigou a cidade nessa quarta-feira, insisti e fui ao cinema para dar um descanso à minha mente.
Arrastei o Gilmar e a Claudia comigo e fomos ao HSBC Belas Artes fazer um programa que há muito tempo não conseguiamos realizar.

O escolhido foi Os Famosos e os Duendes da Morte, estreia do curta-metragista Esmir Filho (de Tapa na Pantera com a Maria Alice Vergueiro, Saliva entre outros) na direção de um longa, que traz um adolescente de uma cidade minúscula que quer apenas ser livre e encontrar seus pares. Encaixar-se no mundo e viver com sua “tribo”.


O diretor busca dar um tom de angústia ao seu personagem e a seu filme. Utiliza a neblina da cidade de Lajeado e os sons que ela produz. Tenta transmitir os sentimentos de seu herói por meio do sensorial.


Resumindo é um filme para ser mais sentido do que entendido.


O garoto de 16 anos (Henrique Larré) que passa o tempo angustiado com a sensação nítida de não pertencer aquele mundo, acredito eu que possa representar muitos que vivem assim pelo mundo afora.


Falta de perspectiva, solidão e carência entram em rota de colisão com os hormônios de um adolescente que encontra na Internet, através de seu blog e contatos virtuais, uma escapatória para dar um fôlego em sua trajetória.


Uma garota e um homem mais velho aparecem para permear a estória com sensualidade e mexer com a sexualidade já aflorada do rapaz.


Para quem já foi adolescente e teve esses momentos de solidão e confusão sobre sua própria identidade, mesmo não morando em um lugar tão longíquo quanto o personagem desse filme, irá sentir durante a exibição do longa uma ponta de empatia e sairá do cinema com a mente repleta de lembranças dessa fase da vida.





domingo, 4 de abril de 2010

Para não esquecer...

Participe da Campanha Não Homofobia!
Exercite sua compreensão e busque informações sobre o assunto...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A gentileza de todos nós...


Andei vasculhando alguns textos antigos que escrevi e esse veio bem a calhar com o que tenho pensado ultimamente.

Para que todos tenham ótimos dias pela frente...
Admiro muito as pessoas que conseguem ser gentis em dias como esses.
Não sei porque é tão complicado para alguns e tão fácil quanto respirar para outros.
Me sinto feliz pela criação que tive e pelas influências que surgiram ao longo de minha vida.

Ser bom para com os outros não é ser bobo como dizem alguns.

É admirar e respeitar a estória de vida de cada um. É desejar acompanhar de perto a evolução das pessoas e se possível for, dar uma mãozinha, um empurrão ou um consolo.
No cotidiano me deparo com inúmeras situações nos mais variados lugares e sempre é possível notar a gentileza de um e a má educação de outro.

Infelizmente a segunda categoria tem vencido a passos largos...
Fazer minha parte, fazer do meu mundo o melhor para se habitar é o mínimo que posso fazer.

A partir daí levo comigo esse bem estar aonde quer que eu vá. E espero, desejo mesmo que essa sensação contamine outras pessoas.
Não custa nada e dá um prazer imenso. Experimente você também...sempre valerá a pena.
Seja gentil.