terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Os Cariocas" - Para começar bem a semana...

Depois de um final de semana totalmente dedicado às compras de materiais para reforma interna da casa, a necessidade de uma segunda feira mais tranquila se tornou uma urgência para mim.
Como o trabalho foi bem durante o dia, apostei que o show "Os Cariocas" lá no Sesc do Carmo seria um momento relax para começar bem a semana. E ainda bem que foi assim mesmo.
Após alguns minutos de atraso conseguimos chegar a tempo de acompanhar um show gostoso de ver e ouvir. Eu, o Pedro e a Bia curtimos um bocado e brindamos um bom começo de semana com cerveja durante e depois do show também.
Samba, bossa nova e algum saudosismo fizeram o repertório perfeito para quem estava afim de um happy hour no primeio dia de uma semana que promete ser bem agitada. Pelo menos aqui em casa...
Veja e ouça um pouquinho do que curtimos lá ontem!

sábado, 11 de setembro de 2010

Pessoas Grandes


Aproveitando um desses momentos em que subitamente fui tomado por um sentimento de gratidão pelas pessoas que andam ao meu lado, peguei um texto de Shakespeare para ilustrar o quanto estou feliz pelos amigos e camaradas que na semana de meu aniversário celebraram comigo vários dias seguidos, fosse através de abraços, cervejas, telefonemas, recados e tudo o mais. Meu muito obrigado e carinho eterno...

O texto a seguir é para vocês:


"O Tamanho das Pessoas"


Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Ela é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em seria necessário demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.

É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

É pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser infinito.

É difícil conviver com essa elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.

Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...É a sua sensibilidade sem tamanho..."

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Trinta Inove!!!!!


Nessa última segunda feira celebrei da melhor forma que pude meus 39 anos de vida. Sabe como?

Vivendo!!!!!! Por mais clichê que isso pareça, foi exatamente essa a sensação que tive ao acordar e ter uma dia de trabalho normal e tomar uma cerveja logo após o expediente com um amigo.
Vários e-mails, torpedos, telefonemas e mensagens nas redes sociais completaram essa pequena celebração da vida.

Pensando nas ultimas semanas em que tantas coisas aconteceram numa velocidade assustadora. pude concluir que estou muito, muito bem e animado com o ritmo de vida que tenho me permitido trilhar.

Meu caro amigo jornalista mineiro esteve aqui em Sampa depois de quase um ano que nos vimos. Dessa vez pudemos desfrutar mais da companhia dele e de uma amiga também lá de Minas.

Consegui visitar meu irmão e ver novo sobrinho. Encontrei minha mãe para tomar um café ali pela Avenida Paulista, algo que não fazíamos a muito tempo.

E no meio disso tudo, ainda teve a passagem das meninas de Recife aqui pela casa e nossas saídas pelos bares da cidade.

Uma querida amiga celebrou seus 10 anos de superação de deficiência visual aqui em casa e trouxe novos amigos ao meu círculo de amizades.

Olha, ter tantas coisas para fazer, tantas pessoas para conhecer, tantos lugares para curtir, tantos momentos para amar, tantos amigos para rir e comemorar junto....é algo de se admirar mesmo. Motivos para estar feliz aos 39 eu tenho. E inovar sempre!!!!!!


E vem muito mais por aí.....

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dignidade gay em Ti Ti Ti

Algumas semanas após a novela Ti Ti Ti ter estreado na Rede Globo, me senti confortável para falar algo rapidamente sobre um assunto interessantíssimo e de certa forma original na forma como vem sendo tratado.
O jovem casal gay Julinho e Osmar,foi apresentado desde o primeiro capítulo com frases e atitudes que até então eu não havia presenciado na televisão e ainda mais nesse horário.
Frases como "Eu te amo", "Eu sou o namorado do seu filho" entre outras e ainda troca de carinhos e beijos no rosto que deixam para longe qualquer bobagem sobre a necessidade de ter beijos na boca em uma novela.
Após a morte de um deles, cuja familia não entendia sua forma de viver, uma amiga dele e o namorado por algumas circunstâncias tipicas de folhetim foram morar na mansão da mesma familia que havia deixado o filho gay de escanteio.
O pai deixou claro desde o início da trama que acha o filho anormal. O irmão que parecia entender a orientação sexual do próprio irmão também demonstrou que não ficava tão a vontade com isso. E a mãe, debilitada com uma doença e religiosa ao extremo acredita que o filho na verdade tinha engravidado essa amiga, que hoje mora na casa dela, antes de falecer.
Os diálogos entre o namorado do filho e mãe do mesmo, têm sido uma agradável surpresa após tantas novelas fracassarem em retratar gays em suas tramas.
Desde o casal Sandrinho e Jefferson de "A Próxima Vítima" de Silvio de Abreu que eu não via algo tão natural e gostoso de acompanhar.
Em um dos diálogos com sua amiga Marcela (Isis Valverde), o personagem Julinho (André Arteche)aponta para um cena que acontece na sala da casa da família do namorado falecido. Um estilista muito afetado solta veneno sobre pessoas do mundo da moda e todos riem a vontade. Nesse momento, Julinho diz a amiga Marcela: " Tá vendo? Eles não tem problemas com gays. Desde que não sejam da família e os façam rir". Excelente.
Em outro momento marcante, a mãe do rapaz falecido comenta com Julinho que sabe que ele é gay e demonstra pena pela suposta "dúvida existencial" pela qual o rapaz está passando. Em algumas trocas de idéias, Julinho deixa claro que está feliz com sua vida e que a religião, argumento usado pela mãe de seu falecido namorado, não pode responder e nem direcionar nada em seu modo de viver.
Sinceramente, tenho acompanhado com gosto o desenrolar de uma estória que tem tocado de forma simples e direta sobre um assunto que quase ninguém quer falar.
O amor entre dois rapazes, onde pais,irmãos e amigos estão diretamente envolvidos nos resultados que isso pode acarretar nas vidas deles.
Dignidade total, graças ao talento de Maria Adelaide Amaral, autora do remake dessa novela do saudoso Cassiano Gabus Mendes.
Torcerei para que o assunto não se perca como aconteceu em tantas novelas até hoje.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Os seus, os meus e os nossos!


Saber que levei algum tempo para postar algo nessas últimas semanas, tem um significado diferente de outras épocas em que andei um pouco relapso em escrever.

Há muito tempo que eu não tinha semanas tão atribuladas e com tantos acontecimentos sucessivos.

Começando lá pelo dia 09 quando fui ao show do Jair Oliveira com o Gilmar, o Pedro que trabalha comigo no IBGE e sua namorada. Após o show, claro, rolou uma cervejada.

No mesmo final de semana tive ainda o aniversário do Áureo, o almoço de noivado da Regina, uma cervejada com o Aroldo e uma festa Julina aqui em casa que terminou às 5 da manhã do domingo dia 11.

Passada a semana de onde tive que preparar um treinamento lá no trabalho, veio o aniversário do Genilson também aqui em casa, onde fizemos uma feijoada que virou uma festa imensa até o final de noite do domingo dia 18.

E para encerrar a semana em que o treinamento efetivamente foi aplicado para os novos recenseadores, um almoço com os companheiros de trabalho no sábado dia 26.

E sabe o que posso tirar de todas essas datas? Muita, muita satisfação.
Principalmente porque aprendi a dar cada vez mais valor ao contato próximo de pessoas que gosto tanto. Dizer à elas o quanto me importo de estar junto, trabalhando, festejando, conversando, rindo e celebrando cada evento com um sabor único.

Cada momento perto das pessoas que gostamos tem um significado intransferível.

Valorize isso sempre e verá os resultados de festejar a vida com o que ela tem de melhor:

Os meus, os seus e os nossos momentos compartilhados.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Exemplo que vem da Argentina!


Depois de um longo debate que durou cerca de 13 horas, a Argentina se tornou nesta quinta-feira (15) o primeiro país da América do Sul a aprovar o casamento gay.

O Senado passou a madrugada discutindo o projeto de lei que recebeu 33 votos a favor, 27 contra e 3 abstenções.

Com a aprovação, o Código Civil do país sofrerá alterações para se adaptar à nova lei. “Marido e mulher” será trocado pelo termo “contraentes”, e os direitos entre heterossexuais e homossexuais serão igualados no que diz respeito à adoção, herança e benefícios sociais.

A Argentina se junta a outros nove países que também aprovam o casamento entre homossexuais: África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal e Suécia.

A Igreja Católica da Argentina uniu esforços nos últimos dias para impedir a aprovação do casamento gay no país. A maior manifestação aconteceu na terça-feira (13) quando a Igreja reuniu milhares de fiéis contra o projeto de lei.

Cristina Kirchner, presidente da Argentina, criticou a Igreja Católica e comparou a postura adotada com a “época das Cruzadas”, afirmando que a autoridade Católica está convocando uma “guerra de Deus” contra o casamento homossexual.

(Fonte : Site Dolado http://www.dolado.com.br/)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Chorei com "Patrik 1,5".


Fui ao Espaço Unibanco de Cinema na Av. Augusta nesta última quarta-feira para assitir ao longa sueco Patrik 1,5 , novo trabalho da diretora Ella Lemhagen.

O longa conquistou o prêmio de Melhor Filme (Prêmio de Público) no San Francisco International Gay & Lesbian Film Festival .

A estória conta o drama de Göran (Gustaf Skarsgård), um médico e que tem o sonho de ser pai. Seu marido Sven (Torkel Petersson), pouco sensível, e alcoólatra no passado, teve um casamento heterossexual e tem uma filha adolescente. Este é o casal de personalidades diferentes que se candidata a adotar uma criança em uma pequena e conservadora cidade sueca. Ao receber um comunicado de que foram aprovados para adotar uma criança, começam a decorar o quarto do filho com muito cuidado. Porém, por um erro de digitação do Serviço Social, que colocou uma vírgula no lugar errado, o filho deles é Patrik (Thomas Ljungman), um adolescente de 15 anos, homofóbico, órfão e com um passado criminal.

Confesso que por mais previsível que a estória seja em alguns momentos, fui tomado por uma paixão quase que instântanea pelos personagens.

Conforme o drama se desenrola na vida daquele casal, o tom humorístico permeia algumas situações provocadas em parte pelo conflito com os vizinhos conservadores.

Mas o que me deixou mais entusiasmado com o longa foi a dificuldade que tive em conter as lágrimas do meio para o final da trama. Chorei mesmo, um choro com misto de alegria e revolta por imaginar que um mundo melhor ainda está complicado de ser formar.

Acredito que dois fatores contribuiram muito para minha emoção: A forma como é mostrado que o amor acima de qualquer outra coisa consegue sim, mudar as pessoas e suas convicções e em segundo lugar minha indignação em lembrar que o ódio que algumas pessoas sentem em relação a felicidade dos outros, prejudica e muito a formação de uma sociedade justa e digna.

Se você puder parar e pensar por alguns momentos que o modo como a outra pessoa leva a vida dela,não lhe diz respeito em absoluto, já trará um benefício enorme para si e para outros.

Se é difícil para você aceitar que alguns gays conseguem ser mais felizes do que a maioria das pessoas simplesmente porque eles decidiram encarar a vida de frente, repense suas atitudes e vá cuidar de sua própria vida e pare de usar Deus, Alá, Buda ou qualquer coisa que o valhe para expressar seu incômodo com o modo de vida do outro.

Se puder assistir Patrik 1,5 e procurar entender a mensagem transmitida será de grande valia.