terça-feira, 31 de março de 2009

21 e 22 de março...

Com a correria dos últimos dias e uma gripe que me derrubou um pouquinho acabei adiando fatos importantes e outros devaneios meus...

Um final de semana antes desse último comemoramos o aniversário da querida Dri.

Como o dia todo foi dedicado à manutenção e limpeza da casa, á noite teria que ser de pura diversão.

Passamos em nossos queridos amigos sírios e de lá fomos ao Ali bá-bar.

Faz tempo que não ia em uma balada com frequência predominantemente hétero. Nos divertimos um bocado e dançamos mais ainda.

Para fechar a noite fomos à Bella Paulista e terminamos a festinha na casa da Dri quase 4 da manhã.

Essa menina é uma das pessoas mais fofas que conheço e nesses dias de pessoas tão distantes, ela tem sido um sopro de humanidade e carinho com os amigos.

Não poderia deixar passar em branco um fato como esse.

Beijos Dri! Aguardo nossa viagem com ansiedade...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Vale a pena ver de novo...


Ainda mais se for em boa companhia. Ontem a noite eu, Cau e Gil fomos ao cinema juntos, algo que há séculos não acontecia. Uma ótima energia para pontuar o meio da semana.
Saí da terapia e fui ao encontro deles para acompanhá-los numa sessão de "Quem quer ser um milionário?" que vi recentemente,mas eles ainda não haviam visto.
Como gostei achei que valeria a pena ver de novo...
Engraçado que a sensação foi a mesma. Um bom filme, ótima edição e trilha sonora arrebatadora, mas que vendo pela segunda vez acentua ainda mais o ponto que considero o calcanhar de Aquiles do filme do diretor Danny Boyle: A paixão de Jamal e Latika por mais linda e fofa que seja, não me convenceu. Acredito que mais pelo personagem de Latika e pela atriz Freida Pinto do que do jovem Dav Patel e seu encantador Jamal.
A trajetória de Jamal é íncrivel e tem toda a força do filme nas costas. Já a paixão dele por Latika não se justifica, a não ser pelo encanto quase que inocente que ele possui, aí entra o carisma do ator.
Infelizmente não dá para dizer o mesmo da bela Latika. Eu não consegui enxergar verdade nos olhos da atriz, que parecia não acreditar no amor de Jamal por ela. Pode ser que o papel não tenha sido tão bem construído ou faltou mesmo sensibilidade por parte de Freida Pinto, que aliás é belíssima, mas ficou aquém do exigido pelo personagem que ainda carrega o clichê máximo de se tornar amante/escrava do bandido malvadão da vez.
Mas ainda assim, é uma estória que vale acompanhar e até torcer pela felicidade do casal. Graças ao carismático Jamal na interpretação de seus 3 atores.


quarta-feira, 25 de março de 2009

Comportamento fora de moda


Eu tenho ficado abismado com a quantidade de pessoas que ainda insistem em agir grosseiramente com seus semelhantes.

Quis falar sobre isso por recentemente presenciei algo que por pouco não entrei na discussão. Estava saindo com a Cláudia da padaria Bella Paulista que nessa noite excepcionalmente estava fechando às 22h (eles funcionam 24h) devido a reforma que estão realizando lá.

Eles fecharam a porta de entrada e deixaram somente as portas de saída abertas e os funcionários estavam lá avisando aos que pretendiam entrar que não estavam funcionando 24h naquela noite. Vi que algumas pessoas ficavam surpresas mas iam embora, em compensação outras eram extremamente grosseiras e discutiam com os funcionários chegando até a ofendê-los. Eu quase entrei no meio de uma discussão pois o funcionário estava sendo muito educado e um sujeito , desses que devem achar que tem o rei na barriga, foi muito desagradável em tratar mal aquela pessoa que estava apenas passando a informação sobre o horário de funcionamento naquela noite.

Não entendo como pode nos dias de hoje, principalmente em lugares que você frequenta com assiduidade, algumas pessoas conseguirem ser tão deselegantes ao ponto de tratar mal aqueles que estão trabalhando. Esse comportamento esnobe está em desuso há muito, muito tempo.

Sempre sou bem tratado nos lugares que frequento e caso aconteça de não me identificar com o tratamendo recebido em algum desses lugares, simplesmente não retorno mais.

Agora ficar destratando as pessoas só para mostrar que "eu sou o cliente e sempre faço o que quero", sinceramente já deu viu?

Ter bom relacionamento com os funcionários de lugares onde se frequenta é algo que considero muito agradável e de bom tom.

Respeito, acredito eu, é algo que nunca saiu de moda.

terça-feira, 24 de março de 2009

Gran Torino - A redenção de Dirty Harry


Para quem conhece ou já ouvir falar sobre a carreira de Clint Eastwood sabe como ele ficou marcado por papéis de durão, sujo ou malvado. O tira Dirty Harry da série de cinema que atravessou os anos 70 e 80 foi o ápice da trajetória desse grande ator.
Os últimos anos nos revelou um diretor de extrema sensibilidade para tratar de temas tão humanos como solidão, família, abandono e superação.
Filmes como As Pontes de Madison, Um Mundo Perfeito, Os Imperdoáveis e Menina de Ouro deixam isso muito claro. E assim chegamos a Gran Torino, filme que assisti ontem com a Cláudia lá no HSBC.

A estória do recém enviuvado Walt Kowalski (Clint Eastwood) parece que vem de encontro a tudo que Clint já fez no cinema com seus papéis de machão. Seu personagem nesse filme não é dos mais agradáveis a primeira vista, afinal ele é ranzina, racista, incapaz de expressar algum sentimento de carinho por quem quer que seja, muito menos por seus dois filhos, noras e netos. Se bem que no decorrer na estória acabei dando razão à ele...
Por morar num bairro ocupado por Hmongs (orientais provenientes da região do Sudeste Asiático) ele se sente mais desconfortável ainda. Mas a situação toda muda quando ele salva o jovem Thao (Bee Vang) das mãos de uma gangue local e aí vem a lição que a vida lhe aplica sobre conviver com pessoas diferentes.
Intolerância, velhice, solidão, valores familiares, amizade e caráter são pontos importantíssimos tocados pelo drama desses personagens tão cuidadosamente criados e interpretados por atores desconhecidos do grande público.
A direção de Eastwood não deixa a peteca cair em nenhum instante mesmo se tratando de um drama.
Destaque para as cenas da intervenção do jovem padre (Christopher Carley) querendo obrigar o incrédulo Walt a confessar e os delicados momentos onde Walt e Thao conversam e aprendem juntos, quase como uma relação de pai e filho. Relação essa que ele não teve com os próprios filhos.
Não há como segurar as lágrimas no final com a belíssima música composta por Eastwood e interpretada por James Cullum.
Saí do cinema feliz por ter assistido um pequeno e belo filme desse brilhante ator e diretor.
Dirty Harry se rendeu às suas culpas....rs


sexta-feira, 20 de março de 2009

Lo que tenga que ser, que sea!


Se as coisas boas durassem para sempre daríamos a elas o mesmo valor?

Por íncrivel que pareça eu li essa frase em uma das ótimas tirinhas de Calvin e Harold.

Em uma das conversas com seu tigre imaginário o pequeno Calvin questiona basicamente aquilo que sempre repetimos por aí: "Tudo que é bom dura pouco...". A resposta de Harold vem em forma de interrogação - "Se as coisas boas durassem para sempre daríamos a elas o mesmo valor??

Lembrei disso ontem voltando para casa com o Gilmar numa caminhada totalmente desnecessária principalmente pelo horário, quase 1h da manhã, mortos de cansaço porém rindo muito por motivos que sabe-se lá de onde tiramos graça. Faltou-nos o glamour - disse ele para mim enquanto eu devorava um pão de pizza com uma voracidade que deu até medo. Motivos para mais risadas...

Esse é um dos pensamentos que me vieram a mente quando li a tirinha citada acima.
Momentos bons acontecem sem aviso. Durante várias situações inesperadas me vi rindo ou feliz sem motivo aparente, mesmo porque em várias delas não havia o menor sentido para tal sentimento.

Essa atitude bem humorada tem me ajudado muito no decorrer de meus dias. Espero sinceramente que isso somente venha a se fortalecer com o tempo, para que quando vierem as tempestades de verdade, e eu sei que elas virão, eu tenha sempre uma atitude positiva.

Momentos bons não precisam durar para sempre, basta apenas que eles existam e quando vierem a fazer parte de nosso cotidiano, saibamos aproveitá-los e darmos o valor merecido.

E que venha o fim de semana!!!!!!!!!!

Futebol empolga mesmo!

Nunca entendi bem porque futebol empolga tanto alguns caras....Mas pelo visto existem mais razões do que eu imaginava....HAUHAHUHAUHUAHUAHAUHA

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um dia eu aprendo...


Deve existir algum lado obscuro em mim que precisa ser alimentado com coisas péssimas. Só assim para explicar como ainda vou ao cinema ver filmes como esse "Dia dos Namorados Macabro 3D".

Por outro lado eu sei que, se eu não fosse iria ficar me roendo de curiosidade por dentro.

Como é dito naquele velho ditado, a curiosidade matou o gato, nesse caso matou minha paciência!

Quem ainda não assistiu ou pretende assistir recomendo que não leia a partir daqui.

Esse filme é um remake de um quase desconhecido slasher movie dos anos 80. Eu lembro de tê-lo visto algumas vezes na TV e puxando pela memória hoje reconheço que era muito, muito melhor. Mesmo sem ter essa tecnologia 3D que sinceramente, nesse caso, serve apenas para atrair mais gente para ver filmes ruins como esse. O péssimo cartaz inclusive parece vender apenas a idéia do 3D sem importar-se em mostrar nada relevante sobre o filme, por isso coloquei um pôster mais significativo e não o cartaz que está nos cinemas.

Fui assistir no Shopping Bourbon a cópia legendada, portanto não era em 3D. Pelo que li somente as cópias dubladas foram colocadas para assitir com essa tecnologia alegando que prejudicaria as legendas.

Enquanto esperava a sessão começar chegou até mim um rapaz pedindo que eu comprasse a entrada dele pois tinha apenas 17 anos e o filme está classificado para maiores de 18. Eu ri com a situação e acabei voltando a bilheteria e comprando o ingresso para ele. Por via das dúvidas decidimos entrar juntos no cinema para dar um ar mais natural e assim disfarçar que alguém ali estava mentindo...rs

Voltando ao filme, a trama de My Bloddy Valentine acompanha a estória de Tom (Jensen Ackles da série Supernatural) que volta à sua cidade natal dez anos após o massacre do Dia dos Namorados, quando 22 pessoas foram assassinadas. Em sua volta, o protagonista acaba sendo o principal suspeito do massacre já que novas mortes começam a acontecer. Poucos acreditam em sua inocência, entre eles uma antiga paixão, Sarah Palmer (Jaime King), que está disposta a ajudá-lo mesmo estando casada hoje com o xerife da cidade Axel (Kerr Smith de Dawson´s Creek e Premonição).

Esse é o pano de fundo usado para mostrar as mortes mais sangrentas possíveis. E isso não é um elogio.

O primeiro massacre acontecido no hospital com pilhas de corpos por todos os lados é um exemplo. Tudo parece muito falso, desde os corpos destroçados até o excesso de sangue.

E a coisa não melhora no decorrer do filme com mortes gráficas desfilando pelos nossos olhos não causando efeito algum. Pelo menos eu não senti absolutamente nada a não ser tédio.

Susto, medo e angústia que acredito serem os sentimentos causados por filmes assim, passaram longe.

A única parte que posso citar como interessante e que na verdade é divertida(!!) é da personagem Irene (Betsy Rue) onde ela está em um motel com o caminhoneiro Frank (Todd Farmer roteirista do filme fazendo uma participação pequena mas muito divertida) e que antes de serem atacados pelo assassino, têm uma discussão de relação divertidissima culminando com ela saindo nua pelo estacionamento do motel com uma arma em punho, querendo reaver uma tal fita que ele gravou da transa deles.

Se essa é a melhor e mais interessante parte de um filme de terror, não dá para esperar muito mesmo.

O original sem dúvida era muito mais interessante principalmente na parte final com um perseguição aos jovens pelos becos escuros onde os mineradores foram mortos anos antes.

No youtube existem cenas disponíveis do original que inclusive foram cortadas na exibição na TV e nos cinemas na época pelo excesso de violência. Eu li que vão relançar a versão uncut em DVD daí vale a pena conferir.

Os atores dessa nova versão, infelizmente não trazem nada de interessante para o filme com exceção do simpático Kerr Smith como o xerife Axel. Já o protagonista de Jensen Ackless não faz nada além de repetir seu papel na série Supernatural com as mesmas experessões e pior, sem o mesmo humor. Algo aliás que parece ter se repetido com seu companheiro na série, Jared Padalecki no novo Sexta feira 13. Espero que seja culpa dos papéis ruins e não dos atores que parecem render muito mais na série.

O embate final que ocorre dentro da mina nessa nove versão até deixa algum suspense no ar mas os surtos do personagem que é desmascarado como o assassino beira o rídiculo. Acho que até o Bruno Gagliasso tem feito melhor na novela das 9 na Globo com seu personagem esquizôfrenico nas cenas em que ele começa a surtar, pelo menos passa mais credibilidade.

Saí do cinema aliviado (por ter saciado minha curiosidade) e ao mesmo tempo com raiva por insistir em ver coisas tão ruins como essa.

E acabei nem puxando assunto com o menino que entrou comigo no cinema, talvez poderia ter sido uma surpresa agradável no fim de uma sessão tão enfadonha...