domingo, 14 de março de 2010

More than words...


Um amigo muito querido mandou-me essas frases num texto com o título "Coisas que a vida ensina depois dos 40" de Artur da Távola‏.

Após ler e reler ao longo dos meses acredito que antes dos 40 tenho aprendido isso também. E espero sinceramente que, quem o ler aprenda e pratique isso independente de sua idade...


"Amor não se implora, não se pede não se espera... Amor se vive ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.

Água é um santo remédio.

Deus inventou o choro para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.

Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor.

O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado.

E vive a vida mais alegremente."

Obrigado pelos conselhos Dante. Adoro você cara!!!!!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Amapô

Este curta faz parte do projeto Marco Universal.
Através de uma história de vida o filme trata de questões relacionadas aos direitos humanos, como o direito à diferença. A vida da personagem é apresentada a partir de outros, a alteridade como lógica. Os espectadores completam os sentidos e aos poucos percebem que se trata de um homossexual que, ainda na adolescência, virou travesti. "Amapoa" é um termo que vem do Iorubá e transformou-se em uma gíria de travestis para falar de mulher. O filme traz um desfecho brutal, revelando que o personagem sofreu uma forte violência. Homofobia. A abordagem leva à identificação com a personagem e permite reflexões sobre a intolerância da sociedade atual.
Dirigido por Kiko Goifman esse curta ajuda e muito a nos fazer pensar o quanto nosso país e o mundo continuam intolerantes.

segunda-feira, 1 de março de 2010

É bom olhar pra trás...


Alguns anos atrás realizei um trabalho voluntário por dois anos que me ajudou a amadurecer um bocado. Deixando de lado ideologias com as quais não compartilho mais hoje em dia, posso dizer que havia muito mais de minha personalidade envolvida naquele trabalho do que qualquer outra coisa.

Em dias quando me sinto meio desconsolado com as atitudes de algumas pessoas próximas de mim, seja pessoal ou virtualmente, busco na memória momentos que ficaram naqueles anos.

Hoje especificamente, me veio a mente como a sensação de mudar um pouco o cotidiano das pessoas me trouxe bens inestimáveis. Como essas lembranças.

Quando morei no norte de Minas Gerais por 5 meses, conheci um cara de 40 e poucos anos que morava num pequeno quarto nos fundos de uma casa. Um lugar extremamente humilde assim como quase toda a população daquele bairro.

Eu e um amigo o visitávamos com frequência apenas para ouvi-lo. E assim como várias outras pessoas que vimos todos os dias, ele era um cara que provavelmente ninguém parava para ouvir.

Construimos uma amizade bacana e percebia que tanto ele quanto nós ficávamos felizes com o desenrolar de nossas longas conversas sobre a vida.

Após 5 meses eu tive que ir para outra cidade e quando fui me despedir dele, foi uma das situações mais gratificantes que posso me recordar agora.

Despedir-se de alguém que aprendemos a conviver e gostar é sempre algo complicado. E ver um cara de 40 e poucos anos chorar por saber que aquela rotina que nos fazia bem estava por terminar foi algo que não dá pra esquecer.

Hoje , quando me deparo com algumas atitudes mesquinhas de muitas pessoas, inclusive as minhas próprias, procuro me lembrar de que eu posso sim, fazer diferença na vida das pessoas.

E que nunca devo me esquecer que todos têm suas estórias, seus dramas, suas alegrias e seus traumas para cuidar.

O mundo está repleto de futilidades e de coisas interessantísimas também. Eu escolhi o lado dos interessantes e evitarei ao máximo pensamentos e atitudes que possam me desviar disso.

Se quiser me acompanhar, seja sempre bem vindo...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

28 dias



Esse mês de fevereiro se encerra hoje...e com ele alguns assuntos pendentes também vão sendo eliminados. Ainda bem.

Os dias de Carnaval foram tranquilos porque decidi ficar em casa e curtir a cidade vazia.

Aproveitei o domingo de Carnaval pra ficar com meu sobrinho que veio aqui em casa com minha irmã e minha mãe.

Nesses dias após o o feriado aproveitei para fazer algumas coisas que há muito não fazia.

Saí com o Gilmar para tomar algumas cervejas no boteco lá na 9 de Julho que gostamos muito. Fomos uma vez com a Cau e outra sozinhos. Fui ao cinema ver "Aconteceu em Woodstock", "Idas e Vindas do Amor", dois bons filmes que valem a pena e trazem motivos para refletir sobre nosso comportamento perante escolhas da vida. Não é pouco.

Aproveitamos o domingo seguinte em que o sol favoreceu a cidade e fomos caminhar pelo centro histórico e conseguimos tirar as melhores fotos do ano até agora.

A cidade estava vazia, o sol forte e o céu azul, coisas raras em Sampa.

Sexta passada fui ao Itaú Cultural ver a mostra sobre o autor Mário Bortolotto. Um evento interessantíssimo que contou com a presença de vários atores de teatro e a exibição do inédito "Getsemâni" de autoria do próprio Bortolloto. Antes do filme ainda houve um debate com a presença do cineasta Beto Brant.

Após o evento fomos encontrar a Cau e ficamos tomando cerveja em frente a casa dela até altas horas. A única opção após algumas bebidas seria dormir na casa dela mesmo.

E no sábado curtimos uma sessão da "Mostra Brasil anos 80 de Cinema e Vídeo" no Centro Cultural Banco do Brasil. O filme escolhido foi "Feliz Ano Velho" do Roberto Gervitz, baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva. Muito nostálgico.

Enfim, o segundo mês do ano chega ao fim com promessas de mais atividades vindo por aí. E agora março começa meu trabalho no IBGE.

É, a vida não pára mesmo...Nem pode!

Aí estão duas montagens de nossas fotos no centro de Sampa!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Verde, Dourado, Azul e Branco


Ano passado nessa mesma época eu publiquei um post comentando minha indignação com programas estilo Big Brother Brasil. Levei alguns comentários nem tão agradáveis, mas fiz valer minha idéia de usar meu blog para me expressar.

Fiquei essa semana pensando se iria tocar no assunto de novo, mas tive a idéia de usar o programa dessa vez apenas como gancho para falar de algo que considero grave.

Meses atrás num reallity parecido o eleito pelo povo para ganhar um prêmio em dinheiro que não lembro a quantia já que não assisti, foi um cara conhecido como um bad boy pela mídia, misto de ator e cantor, famoso em revistas de fofocas por brigas, badernas e até agressões físicas. E não é que ganhou a simpatia de quem assistia?

Atualmente qual não é minha surpresa de ver a mesma situação repetida agora com um menos famoso, mas tão conhecido quanto já que o reallity em questão já tem 10 anos no ar e mais visibilidade.

Tenho acompanhado com curiosidade principalmente pelo fato de 3 participantes serem homossexuais assumidos. Queria ver como seria a convivência entre os participantes e até com a própria mídia.

O tal Marcelo Dourado, alguém que com certeza será esquecido daqui alguns meses, provavelmente uns 7 meses que é o tempo do programa ficar no ar e algumas aparições em programas da casa, andou fazendo alguns comentários que causaram um certo incômodo.

Como disse, nem valeria a pena falar sobre ele aqui já que o programa tem no máximo 4 meses no ar, mas esses meses são suficientes para causar um certo estrago.

Alguém que em rede nacional, faz o comentário infeliz de que "héteros não pegam AIDS" é de uma ignorância sem tamanho e não tem noção de como esse tipo de informação distorcida chega até a população que assiste a programas como esse.

Fui criticado no Twitter recentemente por considerar esse sujeito como homofóbico e agressivo.

Provavelmente por pessoas que não sabem o que é o preconceito e como ele tem várias vertentes.

Infelizmente, o apoio do apresentador com seus comentários tendenciosos só tem favorecido a popularidade do tal Dourado. E assim está meio que certa a vitória desse sujeito, novamente eleito pelo povo brasileiro como merecedor de um prêmio de 1 milhão e meio de reais.

Como disse a canção de Toquinho que me inspirou a escrever sobre isso "..Sou do país do futuro, futuro que insiste em não vir por aqui...Pátria minha, pátriazinha tadinha, lindo e triste Brasil..."

E para enfatizar o que quero passar aqui usarei uma citação do jurista Dalmo de Abreu Dallari, professor catedrático da Unesco:

" O preconceito estabelece a desigualdade entre as pessoas, sacrifica valores fundamentais, é usado para justificar agressões à dignidade humana e, por isso tudo, é expressão de uma perversão moral que deve ser, incansavelmente, denunciada e combatida."

Repito aqui que não considero relevante comentar sobre esse programa e seus participantes, mas achei um bom gancho para falar de algo mais sério e assim ser compreendido através de um exemplo que está no conhecimento da maioria das pessoas.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Desiderata


Li esse texto alguns anos atrás e sempre o encaro como ótimos conselhos em dias tão complicados de contatos meramente virtuais e falta de compreensão com os outros.

Leia e reflita por alguns minutos. Seus dias agradecerão!!


"Atravesse com tranquilidade o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem se render, relacione-se bem com todas as pessoas. Fale sua verdade com calma e clareza e ouça a dos outros. Mesmo os tolos e os ignorantes também têm sua história.
Evite pessoas espalhafatosas e agressivas, elas são uma afronta para o espírito. Se você se comparar com os outros, poderá se tornar amargo ou fútil, porque sempre haverá pessoas melhores e piores do que você. Aproveite suas realizações, assim como seus planos.
Mantenha o interesse por sua própria carreira, não importa o quão humilde: ela é um verdadeiro bem nesses tempoa que tanto mudam.

Tenha cautela em seus negócios, pois o mundo está cheio de trapaças. Mas não deixe que isso cegue seus olhos para a virtude que existe nele. Muitas pessoas lutam por grandes ideais e, em todo lugar a vida é cheia de heroísmo.
Seja você, sobretudo, não finja afeição. Não encare o amor com cinismo, pois diante de toda aridez e desencantamento ele é perene como a grama.
Aceite com suavidade o conselho dos anos, entregando com graça as coisas da juventude. Cultive a força do espírito para protegê-lo em caso de súbita desgraça. Mas não se aborreça com conjecturas.

Muitos medos nascem do cansaço e da solidão.

Além de uma disciplina saudável, seja gentil consigo mesmo.
Você é parte do universo. Assim como as árvores e as estrelas, tem o direito de estar aqui. E, quer isso esteja claro para você ou não, sem dúvida o universo está encaminhando como deveria.
Assim, fique em paz com Deus, como quer que imagine que Ele seja.

E, quaisquer que sejam seus fardos e aspirações em meio a confusão barullhenta da vida, fique em paz com sua alma.
Com toda sua falsidade, sua labuta, seus sonhos partidos, o munda ainda é belo. Seja alegre. Lute para ser feliz."


("Histórias para aquecer o coração" Ed. Sextante)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Strange days


Alguns pensamentos tem ocupado um bocado minha mente nessas últimas semanas.

Acredito que nunca refleti tanto sobre atitudes minhas e de outras pessoas com tanta constância.

Tenho me deparado com situações e convivências que me surpreendem a cada momento e por incrível que pareça me sinto melhor a cada uma delas. Tentarei explicar.

Muitas vezes em que estamos sozinhos sem uma paixão para dar aquele colorido na vida,obviamente, que nos tornamos mais vulneráveis.

Buscamos em uma pessoa a completa solução de todas as nossas frustrações e problemas, isso sem nos importamos com a real razão dessas mesmas frustrações.

E quando acontece tal paixão tudo vai para escanteio. Amigos, família, rotina e até mesmo o emprego!

Sei que não sou a pessoa mais confiável para falar sobre isso, mas como tenho acompanhado de perto algumas pessoas queridas passando por situações parecidas, aproveitei para refletir sobre o que já fiz em relação à isso. Sim, porque eu mesmo me comportei assim alguns anos atrás e espero firmemente que não aconteça de novo.

Mas quis tocar no assunto para comentar sobre quão estranhos têm sido os dias que tenho vivido ultimamente.

Muita informação ao mesmo tempo. Amigos com problemas, mal tenho visto meus familiares, a expectativa do início de um novo trabalho, a feliz constatação que estou muito melhor do que imaginava... E outras resoluções que estou lutando para colocar em prática.

Mas chego lá. As brigas que ganho nem sempre levo um troféu para casa, mas as que perdi...essas eu não esqueço nunca. Portanto a luta continua, porque descobri que vale a pena tomar atitudes que me trazem benefícios.